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XXVI DOMINGO Tempo Comum (Ano C)

A liturgia deste domingo propõe-nos, de novo, a reflexão sobre a nossa relação com os bens deste mundo… Convida-nos a vê-los, não como algo que nos pertence de forma exclusiva, mas como dons que Deus colocou nas nossas mãos, para que os administremos e partilhemos, com gratuidade e amor.
Na primeira leitura, o profeta Amós denuncia violentamente uma classe dirigente ociosa, que vive no luxo à custa da exploração dos pobres e que não se preocupa minimamente com o sofrimento e a miséria dos humildes. O profeta anuncia que Deus não vai pactuar com esta situação, pois este sistema de egoísmo e injustiça não tem nada a ver com o projeto que Deus sonhou para os homens e para o mundo.
O Evangelho apresenta-nos, através da parábola do rico e do pobre Lázaro, uma catequese sobre a posse dos bens… Na perspectiva de Lucas, a riqueza é sempre um pecado, pois supõe a apropriação, em benefício próprio, de dons de Deus que se destinam a todos os homens… Por isso, o rico é condenado e Lázaro recompensado.
A segunda leitura não apresenta uma relação direta com o tema deste domingo… Traça o perfil do “homem de Deus”: deve ser alguém que ama os irmãos, que é paciente, que é brando, que é justo e que transmite fielmente a proposta de Jesus. Poderíamos, também, acrescentar que é alguém que não vive para si, mas que vive para partilhar tudo o que é e que tem com os irmãos?


 


Primeira Leitura  
Salmo Responsorial    
Segunda Leitura   
Evangelho   
Comentário


Primeira Leitura  
Leitura da Profecia de Amós 6,1a.4-7


Convém aplicarmos o questionamento que a mensagem de Amós exige a nós próprios… Muito provavelmente, não frequentamos as festas do jet-set, nem usamos dinheiros públicos para pagar os nossos divertimentos e esbanjamentos… Mas, em uma escala muito menor, não teremos os mesmos vícios que Amós denuncia nesta classe rica e ociosa? Não nos deixamos, às vezes, arrastar pelo desejo de ter, comprando coisas supérfluas e impondo sacrifícios à família para pagar as nossas manias de grandeza? Não gastamos, às vezes, de forma descontrolada, para pagar os nossos pequenos vícios, sem pensar nas necessidades daqueles que dependem de nós? )


Assim diz o Senhor todo-poderoso:

1aAi dos que vivem despreocupadamente em Sião,
os que se sentem seguros nas alturas de Samaria!
4Os que dormem em camas de marfim,
deitam-se em almofadas,
comendo cordeiros do rebanho
e novilhos do seu gado;
5os que cantam ao som das harpas,
ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais;
6os que bebem vinho em taças,
e se perfumam com os mais finos ungüentos
e não se preocupam com a ruína de José.
7Por isso, eles irão agora
para o desterro, na primeira fila,
e o bando dos gozadores será desfeito.
Palavra do Senhor.


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Salmo Responsorial 
Sl 145,7.8-9a.9bc-10 (R.1)


Bendize, minh' alma, bendize ao Senhor!

 O Senhor é fiel para sempre,
faz justiça aos que são oprimidos;
ele dá alimento aos famintos,
é o Senhor quem liberta os cativos.

Bendize, minh' alma, bendize ao Senhor!

O Senhor abre os olhos aos cegos
o Senhor faz erguer-se o caído;
o Senhor ama aquele que é justo
É o Senhor quem protege o estrangeiro.

Bendize, minh' alma, bendize ao Senhor!

Ele ampara a viúva e o órfão
mas confunde os caminhos dos maus.
O Senhor reinará para sempre!
Ó Sião, o teu Deus reinará
para sempre e por todos os séculos!

Bendize, minh' alma, bendize ao Senhor!


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Segunda leitura 
Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo 6,11-16


O retrato aqui esboçado do “homem de Deus” define os traços do verdadeiro crente: ele é alguém que vive com entusiasmo a sua fé, que ama os irmãos (que trata todos com doçura, com paciência, com mansidão) e que dá testemunho da verdadeira doutrina de Jesus, sem se deixar seduzir e desviar pelas modas ou pelos interesses próprios. Identificamo-nos com este modelo?


 11Tu que és um homem de Deus,
foge das coisas perversas,
procura a justiça, a piedade, a fé,
o amor, a firmeza, a mansidão.
12Combate o bom combate da fé,
conquista a vida eterna,
para a qual foste chamado
e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé
diante de muitas testemunhas.
13Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas,
e de Cristo Jesus,
que deu o bom testemunho da verdade
perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno:
14guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até
à manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo.
15Esta manifestação será feita no tempo oportuno
pelo bendito e único Soberano,
o Rei dos reis e Senhor dos senhores,
16o único que possui a imortalidade
e que habita numa luz inacessível,
que nenhum homem viu, nem pode ver.
A ele, honra e poder eterno. Amém.
Palavra do Senhor.


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 16,19-31


Por muito pobres que sejamos, devemos continuamente interrogar-nos para perceber se não temos um “coração de rico” – isto é, para perceber se a nossa relação com os bens não é uma relação egoísta, açambarcadora, exclusivista (há “pobres” cujo sonho é, apenas, levar uma vida igual à dos ricos). E não esqueçamos: é a Palavra de Deus que nos questiona continuamente e que nos permite a mudança de um coração egoísta para um coração capaz de amar e de partilhar.


Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus:
19'Havia um homem rico,
que se vestia com roupas finas e elegantes
e fazia festas esplêndidas todos os dias.
20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas,
estava no chão à porta do rico.
21Ele queria matar a fome
com as sobras que caíam da mesa do rico.
E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.
22Quando o pobre morreu,
os anjos levaram-no para junto de Abraão.
Morreu também o rico e foi enterrado.
23Na região dos mortos, no meio dos tormentos,
o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão,
com Lázaro ao seu lado.
24Então gritou: 'Pai Abraão, tem piedade de mim!
Manda Lázaro molhar a ponta do dedo
para me refrescar a língua,
porque sofro muito nestas chamas'.
25Mas Abraão respondeu: 'Filho, lembra-te
que tu recebeste teus bens durante a vida
e Lázaro, por sua vez, os males.
Agora, porém, ele encontra aqui consolo
e tu és atormentado.
26E, além disso, há um grande abismo entre nós:
por mais que alguém desejasse,
não poderia passar daqui para junto de vós,
e nem os daí poderiam atravessar até nós'.
27O rico insistiu: 'Pai, eu te suplico,
manda Lázaro à casa do meu pai,
28porque eu tenho cinco irmãos.
Manda preveni-los, para que não venham também eles
para este lugar de tormento'.
29Mas Abraão respondeu:
'Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!'
30O rico insistiu: 'Não, Pai Abraão,
mas se um dos mortos for até eles,
certamente vão se converter'.
31Mas Abraão lhe disse:
`Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas,
eles não acreditarão,
mesmo que alguém ressuscite dos mortos'.'
Palavra da Salvação.


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Comentário
Aconteceu que morreu o mendigo


Queridos irmãos:

Há um mendigo na porta, (da paróquia, do supermercado…), tem nome, chama-se Lázaro. O chamar pelo nome é muito, suponho que alguma vez parei, não só lhe joguei umas moedas distraidamente, mais aprendi o seu nome. É verdade que dar uma esmola ao que está na rua, não faz senão reproduzir a mendicidade, mas também é verdade que se aproximar, perguntar por suas chagas, é iniciar um caminho em busca da dignidade.

O rico (ao qual chamamos Epulón, embora o evangelista não lhe de nome, coisas de São Lucas), não faz mal algum, ainda que pense que os bens de que desfruta, são sinal da bênção de Deus para os justos e a pobreza é a doença, são sinais da maldição de Deus para os pecadores. A parábola fala-nos de algo mais forte, primeiro da insensibilidade ante o sofrimento. A boa vida, a abundância: “o linho e o púrpura”, costumam-nos fazer cegos ante a dor alheia.

O segundo, é que Jesus conta a parábola no enquadramento do Julgamento de Deus, na mesma linha da primeira leitura de Amós: “Pois encabeçarão a corda de cativos e se acabará a orgia dos dissolutos”. Visto como se propõe, parece que a pobreza salva automaticamente e a riqueza condena: “Aconteceu que morreu o mendigo, e os anjos o levaram ao seio de Abraham. Morreu o rico e enterraram-no. E, estando no inferno...”. Mas o Julgamento de Deus, não é um julgamento para a outra vida (esta é a acusação que se faz aos cristãos, de se alienar com as promessas para o outro mundo), é para aqui e agora.

Se Jesus põe este exemplo, é porque quer a justiça já, por isso seu constante chamado à conversão. Esta não chegará se os ricos, não mudarem de conduta, não se escapem, somos todos nós, embora não tenhamos grandes contas no banco. Por isso devemos nos lembrar, que Deus, é o Deus dos pobres e que terá um Julgamento final, (ler Mateus 25), para a salvação e a condenação. Não vale dizer é inevitável, sempre teve ricos e pobres, não pode ser feito nada, a igualdade é impossível, essas justificativas não servem.

Diz um refrão: “Dize-me com quem anda e te direi quem és”, acho que não é preciso lembrar, que o Julgamento de Deus, não são nossos julgamentos de homem, nem inclusive os da Igreja. Em demasiadas ocasiões somos muito benevolentes com os corruptos, defraudadores, exploradores e pouco com os homossexuais, ou divorciados que voltam a casar, a estes negamos a comunhão e aos outros não. Jesus no evangelho, costumava andar com estes que nós consideramos que mancham nossos princípios sagrados, com os Lázaros.

Cada Eucaristia, como a que estamos celebrando hoje, é um banquete, onde devem caber todos aqueles com os quais se juntava o Mestre. As coisas são muito simples: pão e vinho e uma comunidade a seu redor. Mas seu sentido é precioso, é o sinal da família de Deus. Em um dia terá mesa, sítio, pão, alegria e desfruto para todos. Os mendigos não estarão sentados na porta e se lutará para que todos tenham trabalho e dignidade. Não é nada evidente, que o Reino, nos reúna a todos nesta mesa, mas é o que Deus quer, nos pede e espera.

A Palavra de Deus é clara: “Se não escutam a Moisés e aos profetas, não farão caso nem embora ressuscite um morto”, o morto ressuscitou: é Jesus. Ele não quer a injustiça, a exploração, a desigualdade, o domínio de uns sobre outros. Lutar pela igualdade, por encurtar as diferenças entre ricos e pobres, estar com os excluídos, os descartados, é a tarefa de nossas paroquias. Tudo é desafio para o exercício da caridade na Igreja.


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