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IV Domingo da Páscoa - (Ano C)

O IV Domingo do Tempo Pascal é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus hoje nos propõe.
O Evangelho apresenta Cristo como o Bom Pastor, cuja missão é trazer a vida plena às ovelhas do seu rebanho; as ovelhas, por sua vez, são convidadas a escutar o Pastor, a acolher a sua proposta e a segui-l’O. É dessa forma que encontrarão a vida em plenitude.
A primeira leitura propõe-nos duas atitudes diferentes diante da proposta que o Pastor (Cristo) nos apresenta. De um lado, estão essas “ovelhas” cheias de autossuficiência, satisfeitas e comodamente instaladas nas suas certezas; de outro, estão outras ovelhas, permanentemente atentas à voz do Pastor, que estão dispostas a arriscar segui-l’O até às pastagens da vida abundante. É esta última atitude que nos é proposta.
A segunda leitura apresenta a meta final do rebanho que seguiu Jesus, o Bom Pastor: a vida total, de felicidade sem fim. 

No IV Domingo Páscoa, alem de ser o Domingo do Bom Pastor, também é o 56 º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. O Papa Francisco para comemorar este dia nos manda a: A coragem de arriscar pela promessa de Deus



Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura 
ERA PRECISO ANUNCIAR A PALAVRA DE DEUS PRIMEIRO A VÓS.

Leitura dos Atos dos Apóstolos (13,14.43-52)


Os judeus de que se fala nesta leitura representam aqueles que se acomodaram a uma religião “morninha”, segura, feita de hábitos, de leis, de devoções, de ritos externos, de fórmulas fixas, mas que não põe verdadeiramente em causa o coração e a consciência, nem tem um impacto real na vida de todos os dias. É a religião dos “certinhos” e acomodados, dos que têm medo da novidade de Deus (que mexe com os esquemas feitos e, constantemente, põe tudo em causa, obriga a arriscar e a converter-se).


Naqueles dias, Paulo e Barnabé
14partindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisidia.
E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se.
43Muitos judeus e pessoas piedosas convertidas ao judaísmo seguiram Paulo e Barnabé.
Conversando com eles, os dois insistiam para que continuassem fiéis à graça de Deus.
44No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra de Deus.
45Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia.
46Então, com muita coragem, Paulo e Barnabé declararam:
'Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós.
Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos.
47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu:
'Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra'.
48Os pagãos ficaram muito contentes, quando ouviram isso, e glorificavam a palavra do Senhor.
Todos os que eram destinados à vida eterna, abraçaram a fé.
49Desse modo, a palavra do Senhor espalhava-se por toda a região.
50Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e religiosas, assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território.
51Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés, e foram para a cidade de Icônio.
52Os discípulos, porém, ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo.

Palavra do Senhor.


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Salmo Responsorial
Sl 99,2.3.5 (R. 3c) 


O Senhor, só ele é Deus,
somos o seu povo e seu rebanho.
Aclamai o Senhor, ó terra inteira,
servi ao Senhor com alegria,
ide a ele cantando jubilosos!
O Senhor, só ele é Deus,
somos o seu povo e seu rebanho.
Sabei que o Senhor, só ele, é Deus,
Ele mesmo nos fez, e somos seus,
nós somos seu povo e seu rebanho.
O Senhor, só ele é Deus,
somos o seu povo e seu rebanho.
Sim, é bom o Senhor e nosso Deus,
sua bondade perdura para sempre,
seu amor é fiel eternamente!
O Senhor, só ele é Deus,
somos o seu povo e seu rebanho.


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Segunda Leitura 
O CORDEIRO VAI APASCENTÁ-LOS E OS
CONDUZIRÁ ÀS FONTES DA ÁGUA DA VIDA.
Leitura do Livro do Apocalipse de São João (7,9;14b-17)


Em cada dia que passamos neste mundo, fazemos a experiência da alegria e da esperança, mas também da dor, da incompreensão, do medo, do sofrimento, do desespero… Com frequência, é o pessimismo que nos agarra, que nos limita, que nos escraviza e que nos impede de saborear o dom da vida. O autor do “Apocalipse” deixa-nos uma mensagem de esperança e diz-nos que não estamos condenados ao fracasso, mas sim à vida plena, à libertação definitiva, à felicidade total.


Eu, João,
9vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar.
Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão.
14bEntão um dos anciãos me disse:
'Esses são os que vieram da grande tribulação'.
Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro.
15Por isso, estão diante do trono de Deus e lhe prestam culto, dia e noite, no seu templo.
E aquele que está sentado no trono os abrigará na sua tenda.
16Nunca mais terão fome, nem sede.
Nem os molestará o sol, nem algum calor ardente.
17Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água da vida.
E Deus enxugará as lágrimas de seus olhos.'

Palavra do Senhor.


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Evangelho 
EU DOU A VIDA ETERNA PARA MINHAS OVELHAS.

Proclamação do Evangelho segundo João (10, 27-30)


Na nossa cultura urbana, a imagem do pastor é uma parábola de outras eras, que pouco diz à nossa sensibilidade; em contrapartida, conhecemos bem a figura do líder, do presidente, do chefe: não raras vezes, é alguém que se impõem, que manipula, que arrasta, que exige… Mas o Evangelho que hoje nos é proposto convida-nos a descobrir a figura bíblica do Pastor: uma figura que evoca doação, simplicidade, serviço, dedicação total, amor gratuito. É alguém que é capaz de dar a própria vida para defender das garras das feras as ovelhas que lhe foram confiadas.


Naquele tempo, disse Jesus:
27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem.
28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão.
E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai.
30Eu e o Pai somos um.'

Palavra da Salvação.
 


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Comentário
PASTORES COM CHEIRO DE OVELHA


Queridos Irmãos,

Este domingo é o domingo do Bom Pastor e o breve texto de João, deveria servir para que nossas comunidades entendessem o que significa ser “Pastor”. Jesus é o verdadeiro Pastor da comunidade, que está em constante relação com o Pai: “Eu e o Pai somos um”, Ele conhece as ovelhas intimamente e da a vida por elas e elas escutam a sua voz: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem e Eu dou- lhes a vida eterna; ninguém vai arrancá-las de minha mão”.

Os seguidores de Jesus são aqueles que escutam sua voz, aqueles que estão unidos recebendo sua Palavra e sua presença, por isso deveram privilegiar nossa relação pessoal com Ele, sabendo que nos conhece. Se não conhecemos a Jesus Cristo, através do encontro pessoal na Eucaristia, na oração, na interiorização da mensagem evangélica... será difícil crer, que Ele nos conhece ou nos quer reconhecer como seus chamados, todo encontro precisa de dois, dois que se queiram como o Pai e o Filho. Este é o modelo do Bom Pastor.

 O relato é claramente eclesial, a comunidade dos crentes é o “rebanho” dado pelo Pai ao “Pastor” Jesus. Afirma-se a autoridade que não é autoritarismo, senão que é amor e serve desinteressadamente, vai adiante fazendo o que diz aos seus e se entregando. Não se afirma no poder, se dá em alimento, não se distancia para proteger sua autoridade, se aproxima e dá a vida por suas “ovelhas”. Nada de se sentir mediador solitário, de manipular as consciências ou de ter a última palavra. A maneira de fazer do Mestre deve ser convertida em critério de discernimento.

Tenho um familiar que é pastor, mais que pastor tem um montão de ovelhas, a figura do pastor se vai perdendo, as cuida, dá de comer, as atende quando param... e talvez é o que melhor que entendeu o que disse o Papa: “pastores com cheiro de ovelha”. Pode tomar banho, se perfumar, mais segue cheirando a ovelha. Os que chamamos de pastores na Igreja, cheiram o que? Cânfora, incenso, fumaça das velas? Brincadeira a parte, não estariam cheirando a urina dos idosos que visitam, ao suor do operário, a água sanitária para limpeza de escadas... O que não podemos suportar é que digam: Deus, os “menores” cheiram outra coisa, é questão de olfato, e alguns o têm muito desenvolvido.

Não esqueçamos que os pastores não somente o Papa, os bispos, os sacerdotes, de alguma maneira todos os agentes de evangelização na Igreja, são pastores: os catequistas, os voluntários de Cáritas, os da liturgia, os que preparam os sacramentos, os que participam nos sindicatos e da política... Todos somos imagem da Igreja para os que se aproximam, como nos lembra a Primeira Leitura dos Atos do Apóstolos, também para os que não vêm. “Então Paulo e Barnabé disseram sem contemplações: Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos”. Deixou as noventa e nove e foi-se em busca da perdida.

A forma de Jesus de entender o ser “Pastor” e a autoridade: o poder do amor feito serviço, cria conflitos com os poderes deste mundo. Por isso quando Jesus tenta servir e gerar consciência da dignidade das pessoas, desmascarando o poder que as oprime, chega a cruz. A autoridade surge da debilidade do crucificado, que nós sabemos que é o ressuscitado. Esta é a prova sermos pastores, escutar sua voz, e nos identificar com Ele em um encontro íntimo, profundo de conhecimento e amor e entregar a vida por aqueles que pastoreamos (isto ocorre dia-a-dia, é um processo). 
Poderíamos terminar com esta breve oração ao Pai:

Pai, precisamos de bons pastores,
que não pensem em si;
que se consagrem inteiramente ao serviço de seus irmãos.
Precisamos de bons pastores, que atendam com predileção
às ovelhas débeis, desvalidas e necessitadas;

que façam suas as necessidades delas,
suas queixas e suas esperanças.
Precisamos de bons pastores
que cuidem das ovelhas doentes,
que pacifiquem as desunidas e atraiam as desgarradas.
Precisamos de bons pastores...”
Amém.   


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