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V Domingo da Quaresma (Ano C)

A liturgia de hoje fala-nos (outra vez) de um Deus que ama e cujo amor nos desafia a ultrapassar as nossas escravidões para chegar à vida nova, à ressurreição.
A primeira leitura apresenta-nos o Deus libertador, que acompanha com solicitude e amor a caminhada do seu Povo para a liberdade. Esse “caminho” é o paradigma dessa outra libertação que Deus nos convida a fazer neste tempo de Quaresma e que nos levará à Terra Prometida onde corre a vida nova.
A segunda leitura é um desafio a libertar-nos do “lixo” que impede a descoberta do fundamental: a comunhão com Cristo, a identificação com Cristo, princípio da nossa ressurreição.
O Evangelho diz-nos que, na perspectiva de Deus, não são o castigo e a intolerância que resolvem o problema do mal e do pecado; só o amor e a misericórdia geram ativamente vida e fazem nascer o homem novo. É esta lógica – a lógica de Deus – que somos convidados a assumir na nossa relação com os irmãos.



Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura
Leitura do Profeta Isaías (
Is 43,16-21)


O nosso Deus é o Deus libertador, que não Se conforma com qualquer escravidão que roube a vida e a dignidade do homem e que está, permanentemente, a pedir que lutemos contra todas as formas de sujeição.


16Isto diz o Senhor,
que abriu uma passagem no mar e um caminho entre águas impetuosas;
17que pôs a perder carros e cavalos, tropas e homens corajosos;  pois estão todos mortos e não ressuscitarão, foram abafados como mecha de pano e apagaram-se:
18'Não relembreis coisas passadas, não olheis para fatos antigos.
19Eis que eu farei coisas novas, e que já estão surgindo: acaso não as reconheceis?
Pois abrirei uma estrada no deserto e farei correr rios na terra seca.
20H]ao de glorificar-me os animais selvagens, os dragões e os avestruzes, porque fiz brotar água no deserto e rios na terra seca para dar de beber a meu povo, a meus escolhidos.
21Este povo, eu o criei para mim e ele cantará meus louvores.
Palavra do Senhor


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Salmo Responsorial 
Sl 125,1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3)


Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!
Quando o Senhor reconduziu nossos cativos,
parecíamos sonhar;
encheu-se de sorriso nossa boca,
nossos lábios, de canções.
Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!
Entre os gentios se dizia: 'Maravilhas
fez com eles o Senhor!'
Sim, maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!
Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!
Mudai a nossa sorte, ó Senhor,
como torrentes no deserto.
Os que lançam as sementes entre lágrimas,
ceifarão com alegria.
Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!
Chorando de tristeza sairão,
espalhando suas sementes;
cantando de alegria voltarão,
carregando os seus feixes!
Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!


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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses  (
FI 3,8-14)


Neste tempo favorável à conversão, é importante revermos aquilo que dá sentido à nossa vida. É possível que detectemos no centro dos nossos interesses algum desse “lixo” de que Paulo fala... Paulo convida a dar prioridade ao que é importante, uma vida de comunhão com Cristo.


Irmãos:
8Na verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor.
Por causa dele eu perdi tudo. Considero tudo como lixo, para ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele,
9não com minha justiça provindo da Lei, mas com a justiça por meio da fé em Cristo, a justiça que vem de Deus, na base da fé.
10Esta consiste em conhecer a Cristo, experimentar a força da sua ressurreição, ficar em comunhão com os seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na sua morte,
11para ver se alcanço a ressurreição dentre os mortos.
12Não que já tenha recebido tudo isso,  ou que já seja perfeito.
Mas corro para alcançá-lo, visto que já fui alcançado por Cristo Jesus.
13Irmãos, eu não julgo já tê-lo alcançado.
Uma coisa, porém, eu faço: esquecendo o que fica para trás, eu me lanço para o que está na frente.
14Corro direto para a meta, rumo ao prêmio, que, do alto, Deus me chama a receber em Cristo Jesus.
Palavra do Senhor

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Evangelho de Jesus Cristo, segundo João (Jo 8,1-11)


O nosso Deus funciona na lógica da misericórdia e não na lógica da Lei; Ele não quer a morte daquele que errou, mas a libertação plena do homem. Nesta lógica, só a misericórdia e o amor se encaixam, a força de Deus não está no castigo, mas está no amor.


Naquele tempo:
1Jesus foi para o monte das Oliveiras.
2De madrugada, voltou de novo ao Templo.
Todo o povo se reuniu em volta dele.
Sentando-se, começou a ensiná-los.
3Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus  trouxeram uma mulher surpreendida em adultério.
Colocando-a no meio deles,
4disseram a Jesus: 'Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério.
5Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres.
Que dizes tu?'
6Perguntavam isso para experimentar Jesus
e para terem motivo de o acusar.
Mas Jesus, inclinando-se,
começou a escrever com o dedo no chão.
7Como persistissem em interrogá-lo,
Jesus ergueu-se e disse:
'Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra.'
8E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio do povo.
10Então Jesus se levantou e disse:
'Mulher, onde estão eles?
Ninguém te condenou ?'
11Ela respondeu: 'Ninguém, Senhor.'
Então Jesus lhe disse:'Eu também não te condeno.
Podes ir, e de agora em diante não peques mais.'
Palavra da Salvação.

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Comentário
Siga seu caminho, não peque mais... 


Queridos irmãos,
Olhem que realizo algo novo: já está brotando, não o notam?”, nos diz a primeira leitura de Isaías. O Que é novo? A resposta está no Evangelho deste domingo. O novo é a reação de Jesus, ou cumpre a lei ou salva a adultera, não tem nenhuma dúvida, parece desentendido: “escrevia com o dedo no chão”, mas lança um desafio: “O que esteja sem pecado, que atire a primeira pedra” e segue escrevendo. “Eles, ao o ouvir, foram saindo um a um, começando pelos mais velhos, até o último”, ficam sós. Não há dúvida, algo Novo está brotando.

Jesus aponta-nos a atitude que temos que ter como cristãos: condenar o pecado (daqui para frente não peque mais) e salvar o pecador (também eu não te condeno). Ainda hoje este é um texto revolucionário, sobretudo para os rigorosos (fariseus) ou os que não sabem separar a lei e as normas; da vida desta mulher que pode ser recuperada. Devemos crer em Deus que é capaz do fazer tudo novo e converter aquela pecadora em uma mulher diferente, devemos crer na mulher, esperando em silêncio, sem perguntas indiscretas.

Trata-se de enfrentar a mulher o pecado que a escraviza, para que tomando consciência de suas amarras, as rompa e se liberte. Buscar salvá-la não tanto das pedras, quanto dela mesma, por isso o silêncio respeitoso, que só se rompe pela palavra amiga, que convida à mudança, que estende a mão. Uma mudança que se realiza no coração da mulher que descobre a vergonha da dignidade perdida e a libertação que a põe em pé e a faz andar com a esperança de não voltar a pecar.

Temos muito que aprender sobre a maneira de atuar de Jesus, em muitas ocasiões não cremos na dignidade das pessoas, só vemos e julgamos suas ações. Não podemos ter o desejo de condenar a ninguém, devemos esgotar até o extremo a compaixão, a misericórdia, para salvar ao que supomos perdido, que sempre pode retomar sua vida. Isto é o novo que nos custa assimilar e viver na experiência diária de nossas comunidades e na nossa, que nos obriga a uma mudança radical, de nossas relações com os irmãos que achamos pecadores.

Quanto falatório, comentários e criticas, sobretudo quando se trata da moral: é mãe solteira, está separada, vivem juntos...; menos quando se trata do social: paga mal a seus trabalhadores explora a precariedade... Violamos com muita frequência esta página evangélica, amontoamos pedras, nos achando juízes dos demais e melhores que eles, sem nos dar conta, que desde os mais velhos aos mais jovens, todos temos muito de luz e trevas.

Siga seu caminho, não peque mais”, como diz São Paulo na segunda leitura: “Só busco uma coisa: esquecendo-me do que fica para trás e me lançando para o que está pela frente, corro para a meta”. Este é o caminho que fazemos, aquela mulher e nós, com o olhar limpo, o sorriso nos lábios, o coração renovado, buscamos a meta que nos conduz à morte de nós mesmos, para chegar ao homem e a mulher novos, à ressurreição, à Páscoa.

Não sabemos o que fez depois aquela mulher, somente sabemos o que fazemos nós a cada vez que nos sentimos amados e perdoados por Deus e conseguimos restaurar nossas vidas. Está claro que só o que se sentiu profundamente perdoado, pode acolher ao irmão caído. Não sejamos resistentes ao amor exagerado de Deus, Ele: “Abre um caminho pelo deserto e rios”. Que fácil seria se confessar e pedir perdão, se pôr ante o Senhor, com a confiança de que seu amor nos faz novos, “não notamos cada vez que somos perdoados”. Ele escreve em nossas vidas, nós nos regeneramos. 


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