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XXXII Domingo do Tempo Comum (Ano B)

A liturgia do XXXII Domingo do Tempo Comum fala-nos do verdadeiro culto, do culto que devemos prestar a Deus. A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos suntuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projetos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos.
A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de uma mulher pobre de Sarepta, que, apesar da sua pobreza e necessidade, está disponível para acolher os apelos, os desafios e os dons de Deus. A história dessa viúva que reparte com o profeta os poucos alimentos que tem, garante-nos que a generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, mas são geradoras de vida e de vida em abundância.
O Evangelho diz, através do exemplo de outra mulher pobre, de outra viúva, qual é o verdadeiro culto que Deus quer dos seus filhos: que eles sejam capazes de Lhe oferecer tudo, numa completa doação, numa pobreza humilde e generosa (que é sempre fecunda), num despojamento de si que brota de um amor sem limites e sem condições. Só os pobres, isto é, aqueles que não têm o coração cheio de si próprios, são capazes de oferecer a Deus o culto verdadeiro que Ele espera.
A segunda leitura oferece-nos o exemplo de Cristo, o sumo-sacerdote que entregou a sua vida em favor dos homens. Ele mostrou-nos, com o seu sacrifício, qual é o dom perfeito que Deus quer e que espera de cada um dos seus filhos. Mais do que dinheiro ou outros bens materiais, Deus espera de nós o dom da nossa vida, ao serviço desse projeto de salvação que Ele tem para os homens e para o mundo.



Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário

Primeira Leitura 
A VIÚVA, DO SEU PUNHADO DE FARINHA, 

FEZ UM PÃOZINHO E O LEVOU A ELIAS.
Leitura do Livro do Primeiro Livro dos Reis (1Rs 17,10-16)


Naqueles dias:
10Elias pôs-se a caminho e foi para Sarepta.
Ao chegar à porta da cidade,
viu uma viúva apanhando lenha.
Ele chamou-a e disse:
'Por favor, traze-me um pouco de água numa vasilha
para eu beber'.
11Quando ela ia buscar água, Elias gritou-lhe:
'Por favor, traze-me também um pedaço de pão
em tua mão'.
12Ela respondeu:
'Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão.
Só tenho um punhado de farinha numa vasilha
e um pouco de azeite na jarra.
Eu estava apanhando dois pedaços de lenha,
a fim de preparar esse resto para mim e meu filho,
para comermos e depois esperar a morte'.
13Elias replicou-lhe:
'Não te preocupes!
Vai e faze como disseste.
Mas, primeiro, prepara-me com isso um pãozinho, e traze-o.
Depois farás o mesmo para ti e teu filho.
14Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel:
'A vasilha de farinha não acabará
e a jarra de azeite não diminuirá,
até ao dia em que o Senhor enviar
a chuva sobre a face da terra' '.
15A mulher foi e fez como Elias lhe tenha dito.
E comeram, ele e ela e sua casa, durante muito tempo.
16A farinha da vasilha não acabou
nem diminuiu o óleo da jarra,
conforme o que o Senhor tinha dito
por intermédio de Elias.
Palavra do Senhor.


início


Salmo

BENDIZE, MINH' ALMA, BENDIZE AO SENHOR!

Sl 145,7.8-9a.9bc-10 (R.1)


Bendize, minh' alma, bendize ao Senhor!
O Senhor é fiel para sempre,
faz justiça aos que são oprimidos;
ele dá alimento aos famintos,
é o Senhor quem liberta os cativos.
Bendize, minh' alma, bendize ao Senhor!
O Senhor abre os olhos aos cegos
o Senhor faz erguer-se o caído;
o Senhor ama aquele que é justo
É o Senhor quem protege o estrangeiro.
Bendize, minh' alma, bendize ao Senhor!
Ele ampara a viúva e o órfão
mas confunde os caminhos dos maus.
O Senhor reinará para sempre!
Ó Sião, o teu Deus reinará
para sempre e por todos os séculos!
Bendize, minh' alma, bendize ao Senhor!


início


Segunda Leitura      
CRISTO FOI OFERECIDO UMA VEZ, PARA
TIRAR OS PECADOS DA MULTIDÃO.

Leitura da Carta aos Hebreus (Hb 9,24-28)


24Cristo não entrou num santuário feito por mão humana,
imagem do verdadeiro,
mas no próprio céu,
a fim de comparecer, agora, na presença de Deus,
em nosso favor.
25E não foi para se oferecer a si muitas vezes,
como o sumo sacerdote que, cada ano,
entra no Santuário com sangue alheio.
26Porque, se assim fosse,
deveria ter sofrido muitas vezes,
desde a fundação do mundo.
Mas foi agora, na plenitude dos tempos,
que, uma vez por todas, ele se manifestou
para destruir o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
27O destino de todo homem é morrer uma só vez,
e depois vem o julgamento.
28Do mesmo modo, também Cristo,
oferecido uma vez por todas,
para tirar os pecados da multidão,
aparecerá uma segunda vez, fora do pecado,
para salvar aqueles que o esperam.
Palavra do Senhor.

início


Evangelho
ESTA VIÚVA POBRE DEU MAIS DO QUE TODOS OS OUTROS.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 12,38-44)


Naquele tempo:
38Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão:
'Tomai cuidado com os doutores da Lei!
Eles gostam de andar com roupas vistosas,
de ser cumprimentados nas praças públicas;
39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas
e dos melhores lugares nos banquetes.
40Eles devoram as casas das viúvas,
fingindo fazer longas oraçðes.
Por isso eles receberão a pior condenação'.
41Jesus estava sentado no Templo,
diante do cofre das esmolas,
e observava como a multidão depositava
suas moedas no cofre.
Muitos ricos depositavam grandes quantias.
42Então chegou uma pobre viúva
que deu duas pequenas moedas,
que não valiam quase nada.
43Jesus chamou os discípulos e disse:
'Em verdade vos digo,
esta pobre viúva deu mais do que todos os outros
que ofereceram esmolas.
44Todos deram do que tinham de sobra,
enquanto ela, na sua pobreza,
ofereceu tudo aquilo que possuía para viver'.
Palavra da Salvação.

início


Comentário
AS VERDADEIRAS HISTÓRIAS DE AMOR


Queridos irmãos,

Começa o Evangelho: “Tomai cuidado com os doutores da Lei!”, os que sobressaem, ocupam os primeiros postos, se acham bons, têm claras todas as leis, mas devoram os bens das viúvas. “Esses receberão uma sentença mais rigorosa”, este é o comportamento da hipocrisia religiosa. Enquanto exibe-se a virtude à vista de todos, se oculta a injustiça, (poderíamos pôr muitos exemplos: com os empregados, os mais necessitados...). Com o qual tudo o que digam ou pensem embora seja muito bom, fica viciado.

Os textos de hoje apresentam dois exemplos, que nos falam de uma forma nova de dar ou de se dar. Na primeira leitura Elias coloca uma dura prova para a viúva: devia dar-lhe tudo, e morrer de fome com seu filho. O pedaço de pão que lhe pede é seu tudo. E deu esse tudo. Sua generosidade total foi seu alimento e sua vida. E desde aquele dia nunca lhe falta o pão. O relato acaba com o cumprimento da promessa, porque a palavra de Deus através de seus profetas cumpre-se sempre. Esta é a diferença entre dar esmola e se dar. O mesmo ocorre com a viúva do Evangelho.

Jesus observa, como muitos ricos muitos ricos depositavam grandes quantias para as oferendas do templo, mas não deixa de observar aos que não são tão ricos, observa uma pobre viúva que deposita duas moedas. Virando para os seus discípulos Jesus diz:“Asseguro-vos que essa pobre viúva deu mais que ninguém. Porque os demais deram do que lhes sobra, mas esta que passa necessidade, deu tudo o que tinha para viver”. Não é o mesmo dar o que nos sobra, que dar o que necessitamos. Jesus vai para além, há que se dar ou se oferecer, dar se esvaziando de si mesmos, dar como dizíamos no domingo passado com as Bem-aventuranças, sendo autênticos pobres de coração.

Dar-se é a doação total de si mesmo, deixamos de nos possuir. A verdadeira doação é de tudo o que temos para viver, que não só se refere às moedas. A viúva por ser pobre, pôde dar; pois deu de sua pobreza, de sua necessidade, seu coração estava desprendido antes de trazer as moedas. O dar-se a Deus e aos irmãos é a entrega total de si mesmo e de todos os bens que se possui (bens em sentido amplo). O cristão não deve de dar “esmolas” deve de dar-se a si mesmo, todo, inteiro, pelos demais.

Dar-se não é um problema de quantidade senão de generosidade. Deve se dar na família, no trabalho, no bairro, na comunidade paróquia, no campo sindical e político. A entrega deve ser total, não damos a Deus uma esmola, Jesus lhe entrega toda sua vida e isso é o que celebramos na Eucaristia. Vivamos como aquelas viúvas de Sarepta e de Jerusalém, pobres, mas com um coração maravilhosamente rico.

Quero terminar com um texto de Dolores Aleixandre (religiosa do Sagrado Coração): “Quando viu um dia que uma viúva pobre colocava no cesto do templo as duas moeditas que constituíam todo sua sustento (nós, por suposto, nem sequer a tínhamos olhado...), disse-nos: Olhe, ela compreendeu que a vida vale mais que o alimento e o vestuário. A partir de agora, sua existência inteira está a cargo do cuidado do Pai...”

Deus conta com todos, também com os excluídos e os que se sentem oprimidos ante os problemas do mundo. Para Deus todos nós somos importantes e necessários. Todos nós fazemos a história, caladamente. Quantas pequenas viúvas com nomes, compartilhando sua vida em diversos locais, que ninguém as vê, e não precisam de festas, nem aplausos, que deveriam nos cair melhor que as que saem na televisão, vestidas de Zara e Armani. Há outra história real, composta pela sinfonia de histórias pequenas, escrita por pessoas anônimas, que têm sangue vermelho e não azul, que são vizinhos normais, que nunca chamaram a atenção e nunca foram reconhecidos por seu nome. São as verdadeiras histórias de amor.


início


 

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