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XXIX Domingo do Tempo Comum (Ciclo B)

A liturgia do XXIX Domingo do Tempo Comum lembra-nos, mais uma vez, que a lógica de Deus é diferente da lógica do mundo. Convida-nos a prescindir dos nossos projetos pessoais de poder e de grandeza e a fazer da nossa vida um serviço aos irmãos. É no amor e na entrega de quem serve humildemente os irmãos que Deus oferece aos homens a vida eterna e verdadeira.
A primeira leitura apresenta-nos a figura de um “
Servo de Deus”, insignificante e desprezado pelos homens, mas através do qual se revela a vida e a salvação de Deus. Lembra-nos que uma vida vivida na simplicidade, na humildade, no sacrifício, na entrega e no dom de si mesmo não é, aos olhos de Deus, uma vida maldita, perdida, fracassada; mas é uma vida fecunda e plenamente realizada, que trará libertação e esperança ao mundo e aos homens.
No Evangelho, Jesus convida os discípulos a não se deixarem manipular por sonhos pessoais de ambição, de grandeza, de poder e de domínio, mas a fazerem da sua vida um dom de amor e de serviço. Chamados a seguir o Filho do Homem “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida”, os discípulos devem dar testemunho de uma nova ordem e propor, com o seu exemplo, um mundo livre do poder que escraviza.
Na segunda leitura, o autor da Carta aos Hebreus fala-nos de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não Se esconde atrás do seu poder e da sua omnipotência, mas aceita descer ao encontro homens para lhes oferecer o seu amor.



Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura
Leitura do Livro de Isaías

Is 53,10-11


10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos.
Oferecendo sua vida em expiação,
ele terá descendência duradoura,
e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor.
11Por esta vida de sofrimento,
alcançará luz e uma ciência perfeita.
Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens,
carregando sobre si suas culpas.
Palavra do Senhor.


início


Salmo
Sl 32,4-5.18-19.20 e 22


Desça sobre nós a vossa misericórdia,
porque em Vós esperamos, Senhor.
A palavra do Senhor é reta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a retidão:
a terra está cheia da bondade do senhor.
Desça sobre nós a vossa misericórdia,
porque em Vós esperamos, Senhor.
Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
para os que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.
Desça sobre nós a vossa misericórdia,
porque em Vós esperamos, Senhor.
A nossa alma espera o Senhor:
Ele é o nosso amparo e protetor.
Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor.
Desça sobre nós a vossa misericórdia,
porque em Vós esperamos, Senhor.


início


Segunda Leitura
Leitura da Carta aos Hebreus 

Hb 4,14-16


Irmãos:
Tendo nós um sumo sacerdote que penetrou os Céus,
Jesus, Filho de Deus,
permaneçamos firmes na profissão da nossa fé.
Na verdade, nós não temos um sumo sacerdote
incapaz de se compadecer das nossas fraquezas.
Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo,
à nossa semelhança, exceto no pecado.
Vamos, portanto, cheios de confiança ao trono da graça,
a fim de alcançarmos misericórdia
e obtermos a graça de um auxílio oportuno.

Palavra do Senhor.


início


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
Mc 10,35-45


Naquele tempo,
Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: “Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir”.
Jesus respondeu-lhes: “Que quereis que vos faça?”
Eles responderam: “Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda».
Disse-lhes Jesus: “Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o batismo com que Eu vou ser batizado?”
Eles responderam-Lhe: “Podemos”.
Então Jesus disse-lhes: “Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis batizados com o batismo com que Eu vou ser batizado.
Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado”.
Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João.
Jesus chamou-os e disse-lhes: “Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder.
Não deve ser assim entre vós:
Quem entre vós quiser tornar-se grande,
será vosso servo,
e quem quiser entre vós ser o primeiro,
será escravo de todos;
porque o Filho do homem não veio para ser servido,
mas para servir
e dar a vida pela redenção de todos”.

Palavra da Salvação.


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Comentário 
 Seguir a Jesus é compartilhar sua cruz


Queridos irmãos:

É consolador escutar e ler, que os discípulos eram pessoas como nós, cheios de pequenos e grandes defeitos, de tantas debilidades como vemos em nós mesmos. O desejo de recompensa, de ocupar os primeiros lugares, a indignação contra os que querem monopolizar o sucesso ou o fracasso, não nos resulta estranho a nosso proceder nestas ocasiões. Por isso, parece saudável, que Jesus confiou a estes homens cooperar em seu Reino. Não fazem falta qualidades sobre-humanas ou títulos universitários... Isto significa que Deus também confia em nós para lhe acompanhar e sermos missionários.
O texto de hoje volta a colocar o dedo na chaga e, pela terceira vez em poucas semanas, chama-nos a seguir a Jesus pelo caminho do serviço. Tiago e João, supondo que não deveria estar bem longe no dia em que se inaugurasse o Reino, se adiantam ao resto de seus colegas e dizem a Jesus: “Mestre, queremos que nos concedas tudo o que te pedirmos”. A forma é atrevida e não muito humilde, aproveitando sua condição de “fiéis”, estão buscando uma recompensa para a sua fé. “Que querem que faça por vocês?” Contestaram: “Concede-nos sentar em tua glória um a tua direita e outro a tua esquerda” e Jesus respondeu: “Não sabes o que pedem”. Não têm nem ideia, não compreenderam nada do que significa me seguir, vosso pedido é absurdo.

Seguir a Jesus é compartilhar sua cruz, por isso lhes pergunta: “Não sabeis o que pedis, retorquiu Jesus. Podeis vós beber o cálice que eu vou beber, ou ser batizados no batismo em que eu vou ser batizado?”. “Somos”, é a resposta decidida, aliás, Tiago morrerá mártir (Atos 12,2) e João estará com Maria ao pé da cruz. Mas isso nos lhes dá direito a receber recompensa alguma. Beber o cálice e batizar-se, sem dúvida fala-nos de dois sacramentos: o batismo e a Eucaristia, que nos unem à cruz e ao amor de Cristo e que sua renovação dura toda a vida.

No grupo onde os ambiciosos tratam de escalar, surge a indignação dos outros dez, que veem sua atitude como desleal. Jesus volta a catequiza-los sobre o serviço à comunidade, põe de pernas para o ar o que é importante em nosso mundo: poder, posição social, prestígio, influências, carro oficial, conta corrente, ações... Diz: “Sabem que os que são reconhecidos como chefes dos povos os tiranizam, e que os grandes os oprimem. Porém entre vocês não poderá ser assim, todo o que quiser tornar-se grande entre vós que seja vosso servidor; e o que quer ser primeiro, seja escravo de todos”. A pergunta é: não viverá Jesus em um mundo que não é real?

A boa saúde de uma comunidade é resultado das diversas funções realizadas com a visão de conjunto. Ter tratamento igualitário entre os membros da comunidade, não ter pretensões, senão andar ao lado da pessoa simples. Não deve ter uns que falam e outros que se calam. Todos devem servir a todos. Não deve haver os que ditam suas opiniões e os demais sejam tratados como vassalos. Desde a riqueza, a autossuficiência, desde o sentir-se mais, não se pode nem amar nem servir. Desde esta chave entende-se o ser missionário.

Somos como eles. Valorizamos mais às autoridades que aos servidores. Preferimos tirar fotos, beijar o anel, chamar de excelência, buscar a aprovação da hierarquia, que pôr no centro a esse missionário ou missionária que estão África atendendo aos mais necessitados. Se uma Igreja não “serve”, não serve para nada, os missionários são uma das melhores expressões do que Jesus nos anuncia no Evangelho de hoje. Algo de pagão se nos tem colado. O assunto está em saber quem está disposto a beber o cálice, derramar seu sangue, ser escravo de todos. Quem o faz pode ser chamado verdadeiramente cristã, os demais seguiremos buscando, não desesperem, Deus tem paciência conosco, como com os apóstolos, e sobretudo nos quer.


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