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A Palavra

III Domingo do Tempo Comum (Ano A)

A liturgia deste domingo apresenta-nos o projeto de salvação e de vida plena que Deus tem para oferecer ao mundo e aos homens: o projeto do “REINO”.

Na primeira leitura, o profeta/poeta Isaías anuncia uma luz que Deus irá fazer brilhar por cima das montanhas da Galiléia e que porá fim às trevas que submergem todos aqueles que estão prisioneiros da morte, da injustiça, do sofrimento, do desespero.

O Evangelho descreve a realização da promessa profética: Jesus é a luz que começa a brilhar na Galiléia e propõe aos homens de toda a terra a Boa Nova da chegada do “REINO”. Ao apelo de Jesus, respondem os discípulos: eles serão os primeiros destinatários da proposta e as testemunhas encarregadas de levar o “REINO” a toda a terra.

A segunda leitura apresenta as vicissitudes de uma comunidade de discípulos, que esqueceram Jesus e a sua proposta. Paulo, o apóstolo, exorta-os veementemente a redescobrirem os fundamentos da sua fé e dos compromissos assumidos no batismo.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referência


Primeira Leitura
NA GALILÉIA, O POVO VIU BRILHAR UMA GRANDE LUZ.
Leitura do Livro do Profeta Isaías (8,23b-9,3)


23bNo tempo passado o Senhor humilhou
a terra de Zabulon
e a terra de Neftali;
mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar,
do além-Jordão e da Galiléia das nações.
9,1O povo, que andava na escuridão,
viu uma grande luz;
para os que habitavam nas sombras da morte,
uma luz resplandeceu.
2Fizeste crescer a alegria,
e aumentaste a felicidade;
todos se regozijam em tua presença
como alegres ceifeiros na colheita,
ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos.
3Pois o jugo que oprimia o povo,
- a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais -
tu os abateste como na jornada de Madió.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


01 - É Jesus, a luz que ilumina o mundo com uma aurora de esperança, que dá sentido pleno a esta profecia messiânica de Isaías. Ele é “AQUELE QUE VEIO DE DEUS” para vencer as trevas e as sombras da morte que ocultavam a esperança e instaurar o mundo novo da justiça, da paz, da felicidade. No entanto, a luz de Jesus é, hoje, uma realidade instituída, viva, atuante na história humana? Por quê?

02 - Acolher Jesus é aceitar esse projeto de justiça e de paz que Ele veio propor aos homens. Esforçamo-nos por tornar realidade o REINO DE DEUS? Como lidamos com as situações de injustiça, de opressão, de conflito, de violência: com a indiferença de quem sente que não tem nada a ver com isso enquanto essas realidades não nos atingem diretamente, ou com a inquietação de quem se sente responsável pela instauração do REINO DE DEUS entre os homens?

03 - Em que, ou em quem, coloco a minha esperança e a minha segurança: nos políticos que me prometem tudo e se servem da minha ingenuidade para fins próprios? No dinheiro que se desvaloriza e que não serve para comprar a paz do meu coração? Na situação sólida da minha empresa, que pode desfazer-se diante das próximas convulsões sociais ou durante a próxima crise energética? Isaías sugere que SÓ PODEMOS CONFIAR EM DEUS e na sua decisão de vir ao nosso encontro para nos apresentar uma proposta de vida e de paz.


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Salmo Responsorial
O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO.
Sl 26,1.4.13-14 (R.1a.1c)


1a O Senhor é minha luz e salvação;*
b de quem eu terei medo?
c Senhor é a proteção da minha vida;*
d perante quem eu tremerei?

O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO.

4Ao Senhor eu peço apenas uma coisa,*
e é só isto que eu desejo:
habitar no santuário do Senhor*
por toda a minha vida;
saborear a suavidade do Senhor*
e contemplá-lo no seu templo.

O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO.

13Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver*
na terra dos viventes.
14Espera no Senhor e tem coragem,*
espera no Senhor!

O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO.


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Segunda Leitura
SEDE TODOS CONCORDES UNS COM OS OUTROS
E NÃO ADMITAIS DIVISÕES ENTRE VÓS.
Leitura da Carta de São Paulo aos Coríntios (1,10-13.17)


10Irmãos, eu vos exorto,
pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo,
a que sejais todos concordes uns com os outros
e não admitais divisões entre vós.
Pelo contrário, sede bem unidos e concordes
no pensar e no falar.
11Com efeito, pessoas da família de Cloé
informaram-me a vosso respeito, meus irmãos,
que está havendo contendas entre vós.
12Digo isto, porque cada um de vós afirma:
'Eu sou de Paulo'; ou: 'Eu sou de Apolo';
ou: 'Eu sou de Cefas'; ou: 'Eu sou de Cristo'!
13Será que Cristo está dividido?
Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós?
Ou é no nome de Paulo que fostes batizados?
17De fato, Cristo não me enviou para batizar,
mas para pregar a boa nova da salvação,
sem me valer dos recursos da oratória,
para não privar a cruz de Cristo da sua força própria.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


01 – A segunda leitura recorda que a experiência cristã é, fundamentalmente, um encontro com Cristo; é d’Ele e só d’Ele que brota a salvação. A vivência da nossa fé não pode, portanto, depender do carisma da pessoa tal, ou estar ligada à personalidade brilhante deste ou daquele indivíduo que preside a comunidade. Para além da forma mais ou menos brilhante, mais ou menos coerente como tal pessoa anuncia ou testemunha o Evangelho, tem de estar a nossa aposta em Cristo; é n’Ele e só n’Ele que bebemos a salvação; é a ELE E SÓ A ELE QUE O NOSSO COMPROMISSO BATISMAL NOS LIGA. Cristo é, de fato, a minha referência fundamental? É à volta d’Ele e da sua proposta de vida que a minha experiência de fé se constrói? Concretamente: que sentido é que faz, neste contexto, dizer que só se vai à missa se for tal padre a presidir? Que sentido é que faz afastar-se da comunidade porque não gostamos da atitude ou do jeito de ser deste ou daquele animador? Neste contexto, ainda, que sentido fazem os ciúmes, os conflitos, os partidos, que existem, com frequência, nas nossas comunidades cristãs? Cristo pode estar dividido? Os conflitos e as divisões não serão um sinal claro de que, algures durante a caminhada, os membros da comunidade perderam Cristo? As guerras e rivalidades dentro de uma comunidade não serão um sinal evidente de que o que nos move não é Cristo, mas os nossos interesses, o nosso orgulho, o nosso egoísmo?
02 - Há casos em que as pessoas com responsabilidade de animação nas comunidades cristãs favorecem, consciente ou inconscientemente, o culto da personalidade. Não se preocupam em levar as pessoas a descobrir Cristo, mas em conduzir o olhar e o coração dos fiéis para a sua própria e brilhante personalidade. Tornam-se imprescindíveis e inamovíveis, são incensadas e endeusadas e potenciam grupos de pressão que as admiram, que as apoiam e que as seguem de olhos fechados. Que sentido é que isto faz, à luz daquilo que Paulo nos diz, neste texto?


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Evangelho
FOI MORAR EM CAFARNAUM, PARA SE CUMPRIR
O QUE FOI DITO PELO PROFETA ISAÍAS.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (4,12-23)


12Ao saber que João tinha sido preso,

Jesus voltou para a Galiléia.
13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum,
que fica às margens do mar da Galiléia,
14no território de Zabulon e Neftali,
para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías:
15'Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar,
região do outro lado do rio Jordão,
Galiléia dos pagãos!
16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz
e para os que viviam na região escura da morte
brilhou uma luz.
17Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo:
'Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo.
18Quando Jesus andava à beira do mar da Galiléia,
viu dois irmãos:
Simão, chamado Pedro, e seu irmão André.
Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores.
19Jesus disse a eles: 'Segui-me,
e eu farei de vós pescadores de homens.'
20Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram.
21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos:
Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João.
Estavam na barca com seu pai Zebedeu
consertando as redes.
Jesus os chamou.
22Eles, imediatamente deixaram a barca e o pai,
e o seguiram.
23Jesus andava por toda a Galiléia,
ensinando em suas sinagogas,
pregando o Evangelho do Reino
e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.
 Palavra da Salvação.

 

Referencias para reflexão do Evangelho


01 - Jesus é o Deus que vem ao nosso encontro para realizar os nossos sonhos de felicidade sem limites e de paz sem fim. N’Ele e através d’Ele, o “REINO” aproximou-se dos homens e deixou de ser uma quimera, para se tornar numa realidade em construção no mundo. Contemplar o anúncio de Jesus é abismar-se na contemplação de uma incrível história de amor, protagonizada por um Deus que não cessa de nos oferecer oportunidades de realização e de vida plena. Sobretudo, o anúncio de Jesus toca e enche de júbilo o coração dos pobres e humilhados, daqueles cuja voz não chega ao trono dos poderosos, nem encontram lugar à mesa farta do consumismo, nem protagonizam as histórias balofas das colunas sociais. Para eles, ouvir dizer que “O REINO CHEGOU” significa que Deus quer oferecer-lhes essa vida plena e feliz que os grandes e poderosos insistem em negar-lhes.

02 - Para que o “REINO” seja possível, Jesus pede a “CONVERSÃO”. Ela é, antes de mais, um refazer a existência, de forma a que só Deus ocupe o primeiro lugar na vida do homem. Implica, portanto, despir-se do egoísmo que impede de estar atento às necessidades dos irmãos; implica a renúncia ao comodismo, que impede o compromisso com os valores do Evangelho; implica o sair do isolamento e da auto-suficiência, para estabelecer relação e para fazer da vida um dom e um serviço aos outros… O que é que nas estruturas da sociedade ainda impede a efetivação do “REINO”? O que é que na minha vida, nas minhas opções, nos meus comportamentos constitui um obstáculo à chegada do “REINO”?

03 - A história do compromisso de Pedro e André, Tiago e João com Jesus e com o “REINO” é uma história que define os traços essenciais da caminhada de qualquer discípulo… Em primeiro lugar, é preciso ter consciência de que é Jesus que chama e que propõe o z' em segundo lugar, é preciso ter a coragem de aceitar o chamamento e fazer do “REINO” a prioridade essencial (o que pode implicar, até, deixar para segundo plano os afetos, as seguranças, os valores humanos); em terceiro lugar, é preciso acolher a missão que Jesus confia e comprometer-se corajosamente na construção do “REINO” no mundo. É este o caminho que eu tenho vindo a percorrer?

04 - Em certos momentos da história, procura vender-se a idéia de que o mundo novo da justiça e da paz se constrói a golpes de poder militar, de mísseis, de armas sofisticadas, de instrumentos de morte… Atenção: a lógica do “REINO” não é uma lógica de violência, de vingança, de destruição; mas é uma lógica de amor, de doação da vida, de comunhão fraterna, de tolerância, de respeito pelos outros. A tentação da violência é uma tentação diabólica, que só gera sofrimento e escravidão: aí, o “REINO” não está.


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Comentário
O PRIMEIRO ANÚNCIO DO EVANGELHO

O Evangelho de hoje lembra-nos o momento em que Jesus começou a pregar. O evangelista Mateus não receia em copiar o texto da primeira leitura de hoje do profeta Isaías: “O POVO QUE VIVIA NAS TREVAS VIU UMA GRANDE LUZ E PARA OS QUE VIVIAM NA REGIÃO ESCURA DA MORTE BRILHOU UMA LUZ”. Com uma intencionalidade, que transporta Jesus, de Nazaré a Cafarnaum, que será a partir de agora, o centro de sua atividade evangelizadora. O que nos transmite que Jesus vai começar sua pregação, não na Judéia ou em Jerusalém, senão na Galileia dos pagãos, nas fronteiras da falta de crença religiosa. Toda uma declaração de intenções, que conecta com o anúncio feito pelos profetas.

Então começou Jesus a pregar dizendo: CONVERTEI-VOS, PORQUE ESTÁ PERTO O REINO DOS CÉUS. Sua preocupação é o Reino e nisto consiste nossa conversão atual. Acostumados a que as coisas sejam ou brancas ou negras, existe uma clara diferença, entre converter a todos os homens em cristãos e chamar a todos os homens, a se sentirem participes do REINO. No primeiro caso a Igreja, a Paróquia, trabalha para si mesma, para alargar seu número e suas ofertas; no segundo, tenta servir aos homens, imersa nas fronteiras e periferias, para que o Reino da justiça e da paz seja um embrião, e surja em cada pessoa.

Que em nossa pastoral habitual confundimos ambas as coisas está claro, queremos pescar gente para a Igreja, mais que pescar gente para o REINO. Por isso valorizamos mais, aos que se dedicam em atividades em nossas paróquias: catequeses, liturgia...; no que naqueles que estão nas fronteiras do mundo, na Galileia dos pagãos. Resolver este dilema é fundamental: não soa às vezes ridículo, que enquanto em nosso país se debate uma mudança política, uma crise social e econômica profunda; não somos capazes de acolher aos necessitados...

Seguindo o texto, Jesus configura seu grupo de discípulos, de forma diferente de como faziam os líderes da época. Estes acolhiam a quem solicitavam entrar. Jesus, no entanto, CHAMA A QUEM QUER INCORPORAR EM SEU GRUPO. O atrativo de seu CHAMADO é irresistível e nos fazem capazes de renunciar a família e o trabalho para segui-lo. O que supõe uma ruptura não só afetiva, senão de todas as seguranças, convida a viver um novo estilo de vida. Curioso, escolhe um grupo reduzido de pessoas, doze, setenta e dois, todos eles da Galileia, menos Judas o traidor, pescadores em sua maioria, não dirigentes religiosos.

Pedro, André, Santiago e João, antes de deixaren as redes, seguramente em seu interior desejavam algo diferente. O relato de hoje não nos conta seu processo, que sabemos precisou tempo, crises e momentos intensos, como em nossos processos. Eles sonhavam com: “PROCLAMAR O EVANGELHO DO REINO, CURANDO AS ENFERMIDADES E DOENÇAS DO POVO”, esperavam ardentemente uma mudança de sistema, de relações. Em seu coração ressoava o anunciado pelos profetas, por isso, deixaram tudo ante o chamamento e sua decisão questiona nossos sonhos, compromissos, confortos, materialismos, individualidades e falta de solidariedade. Fomos chamados por nossos nomes, para fazer ver que Deus, está no meio de nós guiando a história e unindo a toda a família humana. Algo diferente, que deve se alojar em todos os cristãos.

Poderíamos terminar com a segunda leitura de São Paulo aos Coríntios: “CRISTO NÃO ME ENVIOU PARA BATIZAR, MAS PARA PREGAR A BOA NOVA DA SALVAÇÃO, SEM ME VALER DOS RECURSOS DA ORATÓRIA, PARA NÃO PRIVAR A CRUZ DE CRISTO DA SUA FORÇA PRÓPRIA”. Isso é o que levamos demasiados anos discutindo, como passar de uma Igreja ou paróquia sacramental ou de manutenção, a uma paróquia missionária ou evangelizadora. Acolhendo e saindo, estando dentro e afora, mas, sobretudo, sentindo-nos chamados por Jesus à urgência da conversão, à Boa Notícia, ao Reino. Faz falta tomar-se acolhedor pleno ao chamamento e somar esforços, para que em toda nossa terra, vejamos brilhar uma grande luz.


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FONTES DE REFERÊNCIA


Julio César Rioja, cmf - Missionários Claretianos  - Ciudad Redonda
Liturgia Diária – CNBB
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

 

II Domingo do Tempo Comum (Ano A)

A liturgia deste domingo coloca a questão da VOCAÇÃO; e convida-nos a situá-la no contexto do projeto de Deus para os homens e para o mundo. Deus tem um projeto de vida plena para oferecer aos homens; e escolhe pessoas para serem testemunhas desse projeto na história e no tempo.

A primeira leitura apresenta-nos uma personagem misteriosa – SERVO de Jahwéh – a quem Deus escolheu desde o seio materno, para que fosse um sinal no mundo e levasse aos povos de toda a terra a Boa Nova do projeto libertador de Deus.

A segunda leitura apresenta-nos um “CHAMADO” (Paulo) para recordar aos cristãos da cidade grega de Corinto que todos eles são “chamados à santidade” – isto é, são chamados por Deus a viver realmente comprometidos com os valores do Reino.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, “o CORDEIRO DE DEUS que tira o pecado do mundo”. Ele é o Deus que veio ao nosso encontro, investido de uma missão pelo Pai; e essa missão consiste em libertar os homens do “pecado” que oprime e não deixa ter acesso à vida plena.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referência


Primeira Leitura
FAREI DE TI A LUZ DAS NAÇÕES
PARA QUE SEJAS MINHA SALVAÇÃO.
Leitura do Livro do Profeta Isaías (49,3.5-6)


3O Senhor me disse: 'Tu és o meu Servo,
Israel, em quem serei glorificado'.
5E agora diz-me o Senhor
-ele que me preparou desde o nascimento
para ser seu Servo - que eu recupere Jacó para ele
e faça Israel unir-se a ele;
aos olhos do Senhor esta é a minha glória.
6Disse ele: 'Não basta seres meu Servo
para restaurar as tribos de Jacó
e reconduzir os remanescentes de Israel:
eu te farei luz das nações, para que minha salvação
chegue até aos confins da terra'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


01 - A leitura propõe à nossa reflexão desse tema sempre pessoal, mas sempre enigmático que é a VOCAÇÃO. Somos convidados a tomar consciência da vocação a que somos chamados e das suas implicações. Não se trata de uma questão que apenas atinge e empenha algumas pessoas especiais, com um lugar à parte na comunidade eclesial, mas trata-se de um desafio que Deus faz a cada um dos seus filhos, que a todos implica e que a todos empenha.

02 - A figura do Servo de Jahwéh convida-nos, em primeiro lugar, a tomar consciência de que na origem da vocação está Deus: É ELE QUE ESCOLHE, QUE CHAMA E QUE CONFIA A CADA UM UMA MISSÃO. A nossa vocação é sempre algo que tem origem em Deus e que só se entende à luz de Deus.  

02 - O homem chamado por Deus é sempre um homem que testemunha e que é um sinal vivo de Deus, dos seus valores e das suas propostas diante dos outros homens.

03 - Ao refletirmos na lógica da vocação, é preciso estarmos cientes de que toda a vocação tem origem em Deus, é alimentada por Deus, e de que Deus se serve, muitas vezes, da nossa fragilidade, caducidade e indignidade para atuar no mundo. Aquilo que fazemos de bom e de bonito não resulta, portanto, das nossas forças ou das nossas qualidades, mas de Deus. O coração do profeta não tem, portanto, qualquer razão para se encher de orgulho, de vaidade e de autossuficiência: convém ter consciência de que por detrás de tudo está Deus, e que só Deus é capaz de transformar o mundo, a partir dos nossos pobres gestos e das nossas frágeis forças.

Temos consciência de que só a partir de Deus a nossa vocação faz sentido e o nosso empenhamento se entende?
Temos consciência de que a vocação implica uma relação de comunhão, de intimidade, de proximidade com Deus?

Sinto que a minha vocação se realiza no testemunho da salvação e da libertação de Deus aos meus irmãos?

A vocação a que Deus me chama leva-me a ser uma luz de esperança no mundo?

A salvação de Deus atinge o mundo e torna-se uma realidade concreta no meu testemunho e no meu ministério?


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Salmo Responsorial
EU DISSE: EIS QUE VENHO, SENHOR,
COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.
Sl 39,2.4ab.7-8a.8b-9.10 (R.8a.9a)


2Esperando, esperei no Senhor,*
e inclinando-se, ouviu meu clamor.
4Canto novo ele pôs em meus lábios,*
um poema em louvor ao Senhor.

EU DISSE: EIS QUE VENHO, SENHOR,
COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.
7Sacrifício e oblação não quisestes,*
mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
não pedistes ofertas nem vítimas,*
holocaustos por nossos pecados. 

EU DISSE: EIS QUE VENHO, SENHOR,
COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.
8E então eu vos disse: 'Eis que venho!'*
Sobre mim está escrito no livro:
9'Com prazer faço a vossa vontade,*
guardo em meu coração vossa lei!'

EU DISSE: EIS QUE VENHO, SENHOR,
COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.
10Boas-novas de vossa justiça
anunciei numa grande assembléia;*
vós sabeis: não fechei os meus lábios!

EU DISSE: EIS QUE VENHO, SENHOR,
COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.


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Segunda Leitura
A VÓS, GRAÇA E PAZ DA PARTE DE DEUS,
NOSSOPAI, E DO SENHOR JESUS!
Leitura da Carta de São Paulo aos Coríntios (1,1-3)


1Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo,
por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes,
2à Igreja de Deus que está em Corinto:
aos que foram santificados em Cristo Jesus,
chamados a ser santos junto com todos que,
em qualquer lugar,
invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo,
Senhor deles e nosso.
3Para vós, graça e paz,
da parte de Deus, nosso Pai,
e do Senhor Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


01 - Deus chama os homens e as mulheres à santidade.

02 - Realizar a vocação à santidade não implica seguir caminhos impossíveis de ascese, de privação, de sacrifício; mas significa, sobretudo, acolher a proposta libertadora que Deus oferece em Jesus e viver de acordo com os valores do Reino.

03 - Convém ter sempre presente que a Igreja, a comunidade dos “CHAMADOS À SANTIDADE”, é constituída por “todos os que invocam, em qualquer lugar, o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”. É importante termos consciência de que, para além da cor da pele, das diferenças sociais, das distâncias sociais ou culturais, das perspectivas diferentes sobre as questões secundárias da vivência da religião, o essencial é aquilo que nos une e nos faz irmãos: JESUS CRISTO E O RECONHECIMENTO DE QUE ELE É O SENHOR QUE NOS CONDUZ PELA HISTÓRIA E NOS OFERECE A SALVAÇÃO.

Tenho consciência do apelo que Deus, nesta linha, me faz também a mim? Estou disponível e bem disposto para aceitar esse desafio?

Como concretizo a minha vocação à santidade? Tenho a coragem de viver e de testemunhar, com radicalidade, os valores do Evangelho, mesmo quando a moda, o orgulho, a preguiça, os interesses financeiros, o “politicamente correto”, a opinião dominante me impõem outras perspectivas?


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Evangelho
EIS O CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRA O PECADO DO MUNDO.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (1,29-34)


Naquele tempo:
29João viu Jesus aproximar-se dele e disse:
'Eis o Cordeiro de Deus,
que tira o pecado do mundo.
30Dele é que eu disse:
Depois de mim vem um homem que passou à minha frente,
porque existia antes de mim.
31Também eu não o conhecia,
mas se eu vim batizar com água,
foi para que ele fosse manifestado a Israel'.
32E João deu testemunho, dizendo:
'Eu vi o Espírito descer,
como uma pomba do céu,
e permanecer sobre ele.
33Também eu não o conhecia,
mas aquele que me enviou a batizar com água me disse:
`Aquele sobre quem vires o Espírito descer e
permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'.
34Eu vi e dou testemunho:
Este é o Filho de Deus!'
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - Em primeiro lugar, importa termos consciência de que Deus tem um projeto de salvação para o mundo e para os homens. A história humana não é, portanto, uma história de fracasso, de caminhada sem sentido para um beco sem saída; mas é uma história onde é preciso ver Deus a conduzir o homem pela mão e a apontar-lhe, em cada curva do caminho, a realidade feliz do novo céu e da nova terra. É verdade que, em certos momentos da história, parecem erguer-se muros intransponíveis que nos impedem de contemplar com esperança os horizontes finais da caminhada humana; mas a consciência da presença salvadora e amorosa de Deus na história deve animar-nos, dar-nos confiança e acender nos nossos olhos e no nosso coração a certeza da vida plena e da vitória final de Deus.

02 - Jesus não foi mais um “homem bom”, que coloriu a história com o sonho ingênuo de um mundo melhor e desapareceu do nosso horizonte. Jesus é o Deus que Se fez pessoa, que assumiu a nossa humanidade, que trouxe até nós uma proposta objetiva e válida de salvação e que hoje continua presente e ativo na nossa caminhada, concretizando o plano libertador do Pai e oferecendo-nos a vida plena e definitiva. Ele é, agora e sempre, a verdadeira fonte da vida e da liberdade.

03 - O Pai investiu Jesus de uma missão: ELIMINAR O PECADO DO MUNDO. No entanto, o “pecado” continua a ofuscar o nosso horizonte diário, traduzido em guerras, vinganças, terrorismo, exploração, egoísmo, corrupção, injustiça… Deus propõe ao homem o seu projeto de salvação, mas NÃO IMPÕE NADA e respeita absolutamente a liberdade das nossas opções. Ora, muitas vezes, os homens pretendem descobrir a felicidade em caminhos onde ela não está. De resto, é preciso termos consciência de que a nossa humanidade implica um quadro de fragilidade e de limitação e que, portanto, o pecado vai fazer sempre parte da nossa experiência histórica. A libertação plena e definitiva do “PECADO” acontecerá só nesse novo céu e nova terra que nos espera para além da nossa caminhada terrena.

04 -  Isso não significa, no entanto, pactuar com o pecado, ou assumir uma atitude passiva diante do pecado. A nossa missão consiste em lutar objetivamente contra “o pecado” instalado no coração de cada um de nós e instalado em cada degrau da nossa vida coletiva. A missão dos seguidores de Jesus consiste em anunciar a vida plena e em lutar contra tudo aquilo que impede a sua concretização na história.

Onde é que eu mato a minha sede de liberdade e de vida plena: em Jesus e no projeto do Reino ou em pseudo-messias e miragens ilusórias de felicidade que só me afastam do essencial?

Jesus falhou? Este é o nosso testemunho?


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Comentário
SOMOS UM POVO SANTO


A segunda leitura tirada da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios nos dá a chave para compreender a Palavra de Deus. Paulo nos diz em sua carta: "AOS QUE FORAM SANTIFICADOS EM CRISTO JESUS, CHAMADOS A SER SANTOS JUNTO COM TODOS QUE, EM QUALQUER LUGAR, INVOCAM O NOME DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO". É exatamente isso que o batismo fez de nós: UM POVO SANTO, UM POVO DE PESSOAS CONSAGRADAS.

PORQUE? Porque no batismo nos tornamos um só com Jesus, sua vida se fez nossa. Ele é o Pai consagrado. Para entender quem é Jesus, e nós após nosso batismo com Ele, nos serve a Primeira Leitura do Profeta Isaías: "TU ÉS MEU SERVO", "EU TE FAÇO LUZ DAS NAÇÕES PARA QUE MINHA SALVAÇÃO CHEGUE ATÉ OS CONFINS DA TERRA" e no Evangelho que João Batista testemunha sobre Jesus: "ESTE É O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO". João viu como o Espírito desceu sobre Jesus e percebeu que Jesus era "aquele que vem batizar no Espírito Santo" e da testemunho ele “É O FILHO DE DEUS".

Jesus é o escolhido de Deus para trazer a salvação a todos os povos. O amor e o perdão de Deus não se destinam de forma exclusiva a uma raça, a um povo ou a uma cultura. É para todos sem exceção. Para essa missão, Jesus está ungido pelo Espírito Santo, pelo Espírito de Deus. Esse Espírito é o que lhe converte em Filho de Deus. Essa missão centra-se no perdão dos pecados, na reconciliação, que abre as portas a uma vida mais plena. Jesus convida-nos à conversão porque nele temos uma oportunidade real de começar uma nova vida.

Ao ser batizados em Jesus, somos incorporados a ele. Por isso, podemos dizer com segurança que: SOMOS UM POVO SANTO, QUE ESTAMOS CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO e que temos a missão de oferecer o amor e a salvação de Deus a todos os que nos rodeiam. Porque esse amor de Deus não é para é exclusivo para nós. É PARA TODOS. Seria bom que nos olhássemos uns aos outros. Nos bancos de nossa igreja vemos pessoas... que são POVO SANTO, POVO CONSAGRADO, TESTEMUNHAS DO AMOR DE DEUS NO MEIO DO MUNDO. Quando saímos da missa, devemos saber que nos é dada a missão de ser testemunhas do amor de Deus. A graça e a paz de Deus estão conosco. Seu Espírito enche-nos. Hoje é tempo de levantar a cabeça e nos sentir orgulhosos do que somos. SOMOS O POVO DE DEUS e temos uma missão que cumprir: MOSTRAR AO MUNDO COM NOSSA VIDA, COM NOSSA FORMA DE SER, ATUAR E FALAR, QUE DEUS ESTÁ CONOSCO E QUE NOS AMA, QUE NÃO HÁ PECADO QUE NÃO MEREÇA O PERDÃO, QUE DEUS SEMPRE NOS ESPERA PARA NOS DEVOLVER A VIDA E QUE ESTA MENSAGEM É PARA TODA A HUMANIDADE.

Como atuou Jesus para dar testemunho do amor de Deus aos homens e mulheres com que se encontrou?
Sentimo-nos orgulhosos de ser cristãos, de participar na missão de Jesus?
C
omo damos testemunho desse amor de Deus em nossa vida diária?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Ciudadredonda – Missionários Claretianos - Fernando Torres, cmf 
Liturgia Diária – CNBB 
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

 

Batismo do Senhor (Ano A)

A liturgia deste domingo tem como cenário de fundo o projeto salvador de Deus. No BATISMO DE JESUSnas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projeto do Pai, Ele fez-Se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado e empenhou-Se em promover-nos, para que pudéssemos chegar à vida em plenitude.

A primeira leitura anuncia um misterioso “SERVO”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Investido do Espírito de Deus, Ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.

No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética: Jesus é o Filho (SERVO) enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-Se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.

A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projeto de salvação; por isso, Ele “PASSOU PELO MUNDO FAZENDO O BEM” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referencias


Primeira Leitura
EIS O MEU SERVO: NELE SE COMPRAZ MINH'ALMA.
Leitura do Livro do Profeta Isaías (42,1-4.6-7)


Assim fala o Senhor:
1'Eis o meu servo - eu o recebo;
eis o meu eleito - nele se compraz minh'alma;
pus meu espírito sobre ele,
ele promoverá o julgamento das nações.
2Ele não clama nem levanta a voz,
nem se faz ouvir pelas ruas.
3Não quebra uma cana rachada
nem apaga um pavio que ainda fumega;
mas promoverá o julgamento para obter a verdade.
4Não esmorecerá nem se deixará abater,
enquanto não estabelecer a justiça na terra;
os países distantes esperam seus ensinamentos.'
6'Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te
tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o
centro de aliança do povo, luz das nações,
7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da
prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da primeira leitura


01 - A figura misteriosa e enigmática do “SERVO” de que fala o Dêutero-Isaías apresenta evidentes pontos de contato com a figura de Jesus… Os primeiros cristãos – colocados perante a dificuldade de explicar como é que o Messias tinha sido condenado pelos homens e pregado na cruz – irão utilizar os cânticos do “SERVO” para justificar o sofrimento e o aparente fracasso humano de Jesus: ele é esse “eleito de Deus”, que recebeu a plenitude do Espírito, que veio ao encontro dos homens com a missão de trazer a justiça e a paz definitivas, que sofreu e morreu para ser fiel a essa missão que o Pai lhe confiou.

02 - A história do “SERVO” mostra-nos, desde já, que Deus atua através de instrumentos a quem Ele confia a transformação do mundo e a libertação dos homens. Tenho consciência de que CADA BATIZADO É UM INSTRUMENTO DE DEUSna renovação e transformação do mundo?Estou disposto a corresponder ao chamamento de Deus e a assumir os meus compromissos quanto a esta questão, ou prefiro fechar-me no meu canto e demitir-me da minha responsabilidade profética? Os pobres, os oprimidos, todos os que “jazem nas trevas e nas sobras da morte” podem contar com o meu apoio e empenho?

03 - Convém não esquecer que a missão profética só faz sentido à luz de Deus e que tudo parte da iniciativa de Deus: É ELE QUE ESCOLHE, QUE CHAMA, QUE ENVIA E QUE CAPACITA PARA A MISSÃO…Aquilo que eu faço, por mais válido que seja, não é obra minha, mas sim de Deus; o meu êxito na missão não resulta das minhas qualidades, mas da iniciativa de Deus que age em mim e através de mim.

04 - Atentemos, ainda, na forma de atuar do “SERVO”: ele não se impõe pela força, pela violência, pelo dinheiro, ou pelos amigos poderosos; mas atua com suavidade, com mansidão, no respeito pela liberdade dos outros… É esta lógica – A LÓGICA DE DEUS– que eu utilizo no desempenho da missão profética que Deus me confiou?


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Salmo Responsorial  
QUE O SENHOR ABENÇOE, COM A PAZ, O SEU POVO!
Sl28,1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R.11b)


1aFilhos de Deus, tributai ao Senhor, *
tributai-lhe a glória e o poder!
2Dai-lhe a glória devida ao seu nome; *
adorai-o com santo ornamento! 

QUE O SENHOR ABENÇOE, COM A PAZ, O SEU POVO!

3aEis a voz do Senhor sobre as águas, *
3csua voz sobre as águas imensas!
4Eis a voz do Senhor com poder! *
Eis a voz do Senhor majestosa. 

QUE O SENHOR ABENÇOE, COM A PAZ, O SEU POVO!

3bSua voz no trovão reboando! *
9bNo seu templo os fiéis bradam: 'Glória!'
10É o Senhor que domina os dilúvios, *
o Senhor reinará para sempre! 

QUE O SENHOR ABENÇOE, COM A PAZ, O SEU POVO! 


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Segunda Leitura
FOI UNGIDO POR DEUS COM O ESPÍRITO SANTO.
Leitura dos Atos dos Apóstolos (10,34-38)


Naqueles dias:
34Pedro tomou a palavra e disse:
'De fato, estou compreendendo
que Deus não faz distinção entre as pessoas.
35Pelo contrário, ele aceita quem o teme
e pratica a justiça,
qualquer que seja a nação a que pertença.
36Deus enviou sua palavra aos israelitas
e lhes anunciou a Boa-Nova da paz,
por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos.
37Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia,
a começar pela Galileia,
depois do batismo pregado por João:
38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus
com o Espírito Santo e com poder.
Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando
a todos os que estavam dominados pelo demônio;
porque Deus estava com ele.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da segunda leitura


01 - Jesus de Nazaré “PASSOU PELO MUNDO FAZENDO O BEM E CURANDO TODOS OS QUE ERAM OPRIMIDOS PELO DEMÔNIO”. Nos seus gestos de bondade, de misericórdia, de perdão, de solidariedade, de amor, os homens encontraram o projeto libertador de Deus em ação… Esse projeto continua, hoje, em ação no mundo?Nós, cristãos, comprometidos com Cristo e com a sua missão desde o nosso batismo, testemunhamos, em gestos concretos, a bondade, a misericórdia, o perdão e o amor de Deus pelos homens? Empenhamo-nos em libertar todos os que são oprimidos pelo demónio do egoísmo, da injustiça, da exploração, da solidão, da doença, do analfabetismo, do sofrimento?

02 - “RECONHEÇO QUE DEUS NÃO FAZ DISTINÇÃO DE PESSOAS” – diz Pedro no seu discurso em casa de Cornélio. E nós, filhos deste Deus que ama a todos da mesma forma e que a todos oferece igualmente a salvação, aceitamos todos os irmãos da mesma forma, reconhecendo a igualdade fundamental de todos os homens em direitos e dignidade? Que sentido fazem, então, as discriminações por causa da cor da pele, da raça, do sexo, da orientação sexual ou do estatuto social?


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Evangelho
DEPOIS DE SER BATIZADO, JESUS VIU O
ESPÍRITO DE DEUS POUSANDO SOBRE ELE.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (3,13-17)


Naquele tempo:
13Jesus veio da Galileia para o rio Jordão,
a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele.
14Mas João protestou, dizendo:
'Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?'
15Jesus, porém, respondeu-lhe:
'Por enquanto deixa como está,
porque nós devemos cumprir toda a justiça!'
E João concordou.
16Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água.
Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus,
descendo como pomba e vindo pousar sobre ele.
17E do céu veio uma voz que dizia:
'Este é o meu Filho amado,
no qual eu pus o meu agrado'.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - No episódio do batismo, Jesus aparece como o FILHO AMADO, que o Pai enviou ao encontro dos homens para os libertar e para os inserir numa dinâmica de comunhão e de vida nova. Nessa cena revela-se, portanto, a preocupação de Deus e o imenso amor que Ele nos dedica… É bonita esta história de um Deus que envia o próprio Filho ao mundo, que pede a esse Filho que Se solidarize com as dores e limitações dos homens, e que, através da ação do Filho, reconcilia os homens consigo e os faz chegar à vida em plenitude. Aquilo que nos é pedido é que correspondamos ao amor do Pai, acolhendo a sua oferta de salvação e seguindo Jesus no amor, na entrega, no dom da vida. Ora, no dia do nosso batismo, comprometemo-nos com esse projeto… Temos, depois disso, renovado diariamente o nosso compromisso e percorrido, com coerência, esse caminho que Jesus nos veio propor?

02 - A celebração do batismo do Senhor leva-nos até Jesus que assume plenamente a sua condição de “FILHO” e que Se faz obediente ao Pai, cumprindo integralmente o projeto do Pai de dar vida ao homem. É esta mesma atitude de obediência radical, de entrega incondicional, de confiança absoluta que eu assumo na minha relação com Deus? O PROJETO DE DEUSé, para mim, mais importante de que os meus projetos pessoais ou do que os desafios que o mundo me faz?

03 - O episódio do batismo de Jesus coloca-nos frente a frente com um Deus que aceitou identificar-Se com o homem, partilhar a sua humanidade e fragilidade, a fim de oferecer ao homem um caminho de liberdade e de vida plena. Eu, filho deste Deus, aceito ir ao encontro dos meus irmãos mais desfavorecidos e estender-lhes a mão? Partilho a sorte dos pobres, dos sofredores, dos injustiçados, sofro na alma as suas dores, aceito identificar-me com eles e participar dos seus sofrimentos, a fim de melhor os ajudar a conquistar a liberdade e a vida plena? Não tenho medo de me sujar ao lado dos pecadores, dos marginalizados, se isso contribuir para os promover e para lhes dar mais dignidade e mais esperança?

04 -  No batismo, Jesus tomou consciência da sua missão, recebeu o Espírito e partiu em viagem pelos caminhos poeirentos da Palestina, testemunhando o projeto libertador do Pai. Eu, que no batismo aderi a Jesus e recebi o Espírito que me capacitou para a missão, tenho sido uma testemunha séria e comprometida desse programa em que Jesus Se empenhou e pelo qual Ele deu a vida?


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Comentário
DESCUBRAMOS NOSSO BATISMO!


Hoje entendemos o Batismo como um SACRAMENTO, um rito que devemos cumprir para entrar e fazer parte da comunidade católica. Mas a festa de hoje lembra-nos que o Batismo é algo bem mais profundo. E como seria bom recuperarmos em sua plenitude o significado desse sacramento em nossa vida cristã.

O que hoje é apenas na maior parte das paroquias um jogar de água sobre a cabeça do recém-nascido, era no princípio da história do cristianismo, e o é ainda em algumas paroquias, um submergir completamente na água. A água é princípio de morte (na água afogamo-nos, não podemos respirar, o que se joga na água se dissolve, se desfaz, deixa de existir) mas também é princípio de vida (cientificamente pode ser afirmado que a vida começou na água, o feto está envolvido em líquido, da água se ressurge limpo e puro). O Batismo tem pois um significado básico: EXPRESSA A MORTE E A RESSURREIÇÃO DE UMA PESSOA. O que se batiza morre para uma vida e ao sair da água começa uma nova vida. Por isso a tradição cristã fez com que no Batismo se impusesse um novo nome à pessoa. A nova vida requeria um novo nome.

Tudo é um SINAL. Ninguém morre para valer nem ressuscita para valer. Mas há momentos na vida em que se requer um SINAL desse tipo que rubrique uma mudança real de vida na pessoa. Às vezes, embora não se produza uma morte física, se dão mudanças na vida de uma pessoa que trazem certamente um novo estilo e uma nova orientação.

Com esse sentido tão profundo batizou-se Jesus.Até então Jesus tinha vivido como um a mais. Talvez tenha se retirado para o deserto e ali esteve com o grupo de João Batista ou com outros grupos. Foi ali onde madurou sua decisão, onde reconheceu seu “CHAMADO”  para anunciar a boa nova do Reino. Por isso se batizou. Foi uma forma de referendar publicamente seu novo estilo de vida. O Batismo de Jesus marca uma fronteira entre sua vida anterior e posterior. Foi na verdade o começo de uma nova vida a serviço do Reino de Deus.

Para nós o batismo não tem esse sentido. A maioria fomos batizados recém-nascido. Não lembramos nada daquela celebração. Não significou um antes e um depois em nossa vida. Mais nos sentimos imersos desde o princípio na tradição cristã. Desde o princípio de nossa vida somos cristãos. Agora se trata de LEVAR À PRÁTICA diária o que nosso batismo celebrou e significou. Como Jesus, estamos comprometidos a viver de acordo com o Evangelho. A ser portadores da boa nova para todo mundo. 

Já houve um momento na minha vida em que realmente compreendi o que significa ser cristão e seguir Jesus? O que devo fazer para viver meu batismo com maior fidelidade? Tento viver como cristão ao longo do dia e com aqueles que encontro?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Ciudadredonda – Missionários Claretianos – Fernando Torres, cmf 
Liturgia Diária – CNBB
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)


 

Epifania do Senhor do Natal (Ano A)

A liturgia deste domingo celebra a manifestação de Jesus a todos os homens… Ele é uma “LUZ” que se acende na noite do mundo e atrai a todos os povos da terra. Cumprindo o projeto libertador que o Pai nos queria oferecer, essa “LUZ” encarnou na nossa história, iluminou os caminhos dos homens, conduziu-os ao encontro da salvação, da vida definitiva.

A primeira leitura anuncia a chegada da luz salvadora de Jahwéh, que transfigurará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.

No Evangelho, vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os “MAGOS” do oriente, representantes de todos os povos da terra… Atentos aos sinais da chegada do Messias, procuram-n’O com esperança até O encontrar, reconhecem n’Ele a “SALVAÇÃO DE DEUS” e aceitam-n’O como “O SENHOR”. A salvação rejeitada pelos habitantes de Jerusalém torna-se agora um dom que Deus oferece a todos os homens, sem exceção.

A segunda leitura apresenta o projeto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos – a comunidade de Jesus.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referencias


Primeira Leitura
APARECEU SOBRE TI A GLORIA DO SENHOR.
Leitura do Livro do Profeta Isaías (60,1-6)


1Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou
a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor.
2Eis que está a terra envolvida em trevas,
e nuvens escuras cobrem os povos;
mas sobre ti apareceu o Senhor,
e sua glória já se manifesta sobre ti.
3Os povos caminham à tua luz
e os reis ao clarão de tua aurora.
4Levanta os olhos ao redor e vê:
todos se reuniram e vieram a ti;
teus filhos vêm chegando de longe
com tuas filhas, carregadas nos braços.
5Ao vê-los, ficarás radiante,
com o coração vibrando e batendo forte,
pois com eles virão as riquezas de além-mar
e mostrarão o poderio de suas nações;
6será uma inundação de camelos
e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir;
virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso
e proclamando a glória do Senhor.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da primeira leitura


01 - Como pano de fundo da Primeira Leitura está a afirmação da eterna preocupação de Deus com a vida e a felicidade desses homens e mulheres a quem Ele criou. Sejam quais forem as voltas que a história dá, Deus está lá, vivo e presente, acompanhando a caminhada do seu Povo e oferecendo-lhe a vida definitiva. Esta “FIDELIDADE” de Deus aquece-nos o coração e renova-nos a esperança… Caminhamos pela vida de cabeça levantada, confiando no amor infinito de Deus e na sua vontade de salvar e libertar o homem.

02 - É necessário, sem dúvida, ligar a chegada da “LUZ” salvadora de Deus a Jerusalém (anunciada pelo profeta) com o nascimento de Jesus. O projeto de libertação que Jesus veio apresentar aos homens será a luz que vence as trevas do pecado e da opressão e que dá ao mundo um rosto mais brilhante de vida e de esperança. Reconhecemos em Jesus a “LUZ” libertadora de Deus? Estamos dispostos a aceitar que essa “LUZ” nos liberte das trevas do egoísmo, do orgulho e do pecado? Será que, através de nós, essa “LUZ” atinge o mundo e o coração dos nossos irmãos e transforma tudo numa nova realidade?03 - Na catequese cristã dos primeiros tempos, esta Jerusalém nova, que já “NÃO NECESSITA DE SOL NEM DE LUA PARA ILUMINÁ-LA, PORQUE É ILUMINADA PELA GLÓRIA DE DEUS”, é a Igreja – a comunidade dos que aderiram a Jesus e acolheram a LUZ salvadora que Ele veio trazer (cf. Ap 21,10-14.23-25). Será que nas comunidades cristãs e nas comunidades religiosas brilha a LUZlibertadora de Jesus? Elas são, pelo seu brilho, uma LUZ que atrai os homens? As nossas desavenças e conflitos, a nossa falta de amor e de partilha, os nossos ciúmes e rivalidades, não contribuirão para embaciar o brilho dessa LUZ de Deus que devíamos reflectir? Será que na nossa Igreja há espaço para todos os que buscam a LUZ libertadora de Deus? Os irmãos que têm a vida destroçada, ou que não se comportam de acordo com as regras da Igreja, são acolhidos, respeitado s e amados? As diferenças próprias da diversidade de culturas são vistas como uma riqueza que importa preservar, ou são rejeitadas porque ameaçam a uniformidade?


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Salmo Responsorial   
AS NAÇÕES DE TODA A TERRA, HÃO DE ADORAR-VOS Ó SENHOR!
Sl 71, 1-2.7-8.10-11.12-13 (R. Cf.11)


1Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,*
vossa justiça ao descendente da realeza!
2Com justiça ele governe o vosso povo,*
com equidade ele julgue os vossos pobres. 

AS NAÇÕES DE TODA A TERRA, HÃO DE ADORAR-VOS Ó SENHOR!

7Nos seus dias a justiça florirá*
e grande paz, até que a lua perca o brilho!
8De mar a mar estenderá o seu domínio,*
e desde o rio até os confins de toda a terra! 

AS NAÇÕES DE TODA A TERRA, HÃO DE ADORAR-VOS Ó SENHOR!

10Os reis de Társis e das ilhas hão de vir*
e oferecer-lhes seus presentes e seus dons;
e também os reis de Seba e de Sabá*
hão de trazer-lhe oferendas e tributos.
11Os reis de toda a terra hão de adorá-lo,*
e todas as nações hão de servi-lo.

AS NAÇÕES DE TODA A TERRA, HÃO DE ADORAR-VOS Ó SENHOR!

12Libertará o indigente que suplica,*
e o pobre ao qual ninguém quer ajudar.
13Terá pena do indigente e do infeliz,*
e a vida dos humildes salvará. 

AS NAÇÕES DE TODA A TERRA, HÃO DE ADORAR-VOS Ó SENHOR!


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Segunda Leitura
AGORA FOI-NOS REVELADO QUE OS
PAGÃOS TAMBÉM SÃO HERDEIROS DAS PROMESSAS.
Leitura da Carta de São Paulo Efésios (3,2-3a.5-6)


Irmãos:
2Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu
para realizar o seu plano a vosso respeito,
3ae como, por revelação, tive conhecimento do mistério.
5Este mistério, Deus não o fez conhecer
aos homens das gerações passadas
mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito,
aos seus santos apóstolos e profetas:
6os pagãos são admitidos à mesma herança,
são membros do corpo,
são associados à mesma promessa em Jesus Cristo,
por meio do Evangelho.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da segunda leitura


01 - A perspectiva de que Deus tem um projeto de salvação para oferecer ao seu Povo – já enunciado na primeira leitura – tem aqui novos desenvolvimentos. A primeira novidade é que Cristo é a revelação e a realização plena desse projeto. A segunda novidade é que esse projeto não se destina apenas “a Jerusalém” (ao mundo judaico), mas é para ser oferecido a TODOS OS POVOS, sem exceção.

02 - A Igreja, “CORPO DE CRISTO”, é a comunidade daqueles que acolheram “o mistério”. Nela, brancos e negros, pobres e ricos..., todos são beneficiários da ação salvadora e libertadora de Deus. Na vida das nossas comunidades transparece, realmente, o amor de Deus? As nossas comunidades são verdadeiras comunidades fraternas, onde todos se amam sem distinção de raça, de cor ou de estatuto social?

03 - Destinatários, todos, do mistério, somos “FILHOS DE DEUS” e irmãos uns dos outros. Essa fraternidade implica o amor sem limites, a partilha, a solidariedade… Sentimo-nos solidários com todos os irmãos que partilham conosco esta vasta casa que é o mundo? Sentimo-nos responsáveis pela sorte de todos os nossos irmãos, mesmo aqueles que estão separados de nós pela geografia, pela diversidade de culturas e de raças?


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Evangelho
VIEMOS DO ORIENTE ADORAR O REI.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (2,1-12)


1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia,
no tempo do rei Herodes,
eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém,
2perguntando:
'Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer?
Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.'
3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado
assim como toda a cidade de Jerusalém.
4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei,
perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer.
5Eles responderam: 'Em Belém, na Judéia,
pois assim foi escrito pelo profeta:
6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum
és a menor entre as principais cidades de Judá,
porque de ti sairá um chefe
que vai ser o pastor de Israel, o meu povo.'
7Então Herodes chamou em segredo os magos
e procurou saber deles cuidadosamente
quando a estrela tinha aparecido.
8Depois os enviou a Belém, dizendo: 'Ide e procurai
obter informações exatas sobre o menino.
E, quando o encontrardes, avisai-me,
para que também eu vá adorá-lo.'
9Depois que ouviram o rei, eles partiram.
E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante
deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.
10Ao verem de novo a estrela,
os magos sentiram uma alegria muito grande.
11Quando entraram na casa,
viram o menino com Maria, sua mãe.
Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram.
Depois abriram seus cofres
e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.
12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes,
retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - Em primeiro lugar, meditemos nas atitudes das várias personagens que Mateus nos apresenta em confronto com Jesus: os “MAGOS”, Herodes, os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo… Diante de Jesus, o libertador enviado por Deus, estes distintos personagens assumem atitudes diversas, que vão desde a adoração (os “MAGOS”), até à rejeição total (Herodes), passando pela indiferença (os sacerdotes e os escribas: nenhum deles se preocupou em ir ao encontro desse Messias que eles conheciam bem dos textos sagrados). Identificamo-nos com algum destes grupos?

03 - Os “MAGOS” são apresentados como os “homens dos sinais”, que sabem ver na “estrela” o sinal da chegada da libertação… Somos pessoas atentas aos “sinais” – isto é, somos capazes de ler os acontecimentos da nossa história e da nossa vida à luz de Deus? Procuramos perceber nos “sinais” que aparecem no nosso caminho a vontade de Deus?

04 - Impressiona também, no relato de Mateus, a “DESINSTALAÇÃO” dos “MAGOS”: viram a “estrela”, deixaram tudo, arriscaram tudo e vieram procurar Jesus. Somos capazes da mesma atitude de desinstalação, ou estamos demasiado agarrados ao nosso sofá, ao nosso colchão especial, à nossa televisão, à nossa aparelhagem? Somos capazes de deixar tudo para responder aos apelos que Jesus nos faz através dos irmãos?

05 - Os “MAGOS” representam os homens de todo o mundo que vão ao encontro de Cristo, que acolhem a proposta libertadora que Ele traz e que se prostram diante d’Ele. É a imagem da Igreja, essa família de irmãos, constituída por gente de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e que O reconhecem como o seu Senhor.


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Comentário
Eles procuravam a verdadeira Luz


Aquele Menino, nascido em Belém da Virgem Maria, não veio só para o povo de Israel, representado pelos pastores de Belém, mas para toda a humanidade, representada neste dia pelos Magos, vindos do Oriente. E é precisamente a propósito dos Magos e do seu caminho à procura do Messias que a Igreja nos convida hoje a meditar e rezar.

Estes Magos, vindos do Oriente, são os primeiros daquela grande procissão de que nos falou o profeta Isaías na primeira Leitura (cf. 60, 1-6): uma procissão que nunca se interrompeu desde então e que, através de todas as épocas, reconhece a mensagem da estrela e encontra o Menino que nos mostra a ternura de Deus. Há sempre novas pessoas que são iluminadas pela luz da estrela, que encontram o caminho e chegam até Ele.

Segundo a tradição, os Magos eram homens sábios: estudiosos dos astros, perscrutadores do céu, num contexto cultural com crenças que atribuíam às estrelas explicações e influxos sobre as vicissitudes humanas. Os Magos representam os homens e as mulheres À PROCURA DE DEUS NAS RELIGIÕES E NAS FILOSOFIAS DO MUNDO INTEIRO: uma busca que jamais terá fim. Homens e mulheres à procura.

Os Magos indicam-nos o caminho por onde seguir na nossa vida. Eles procuravam a verdadeira Luz: «Lumen requirunt lumine», diz um hino litúrgico da Epifania, aludindo precisamente à experiência dos Magos. «Lumen requirunt lumine». Seguindo UMA LUZ, eles buscam a luz. Andavam à procura de Deus. Tendo visto o sinal da estrela, interpretaram-no e puseram-se a caminho, fazendo uma longa viagem.

Foi o Espírito Santo que os chamou e impeliu a pôr-se a caminho; e, neste caminho, terá lugar também o seu encontro pessoal com o verdadeiro Deus.

No seu caminho, os Magos encontram muitas dificuldades. Quando chegam a Jerusalém, vão ao palácio do rei, porque consideram óbvio que o novo rei nasceria no palácio real. Lá perde de vista a estrela – quantas vezes se perde de vista a estrela! – e embatem numa tentação, posta lá pelo diabo: é o engano de Herodes. O rei Herodes mostra interesse pelo Menino, não para O adorar, mas para O eliminar. Herodes é homem do poder, que consegue ver no outro apenas o rival. E, no fundo, considera Deus também como um rival, antes, como o rival mais perigoso. No palácio, os Magos atravessam um momento de escuridão, de desolação, que conseguem superar graças às sugestões do Espírito Santo, que fala através das profecias da Sagrada Escritura. Estas indicam que o Messias nascerá em Belém, a cidade de Davi.

Então eles retomam a viagem e de novo vêem a estrela: o evangelista observa que sentiram «imensa alegria» (Mt 2, 10), uma verdadeira consolação. Tendo chegado a Belém, encontraram «o menino com Maria, sua mãe» (Mt 2, 11). Depois da tentação em Jerusalém, apareceu aqui a segunda grande tentação: rejeitar esta pequenez. Mas não o fizeram; em vez disso, «prostrando-se, adoraram-No», oferecendo-Lhe seus preciosos e simbólicos dons. É sempre a graça do Espírito Santo que os ajuda: aquela graça que, por meio da estrela, os chamara e guiara ao longo do caminho, agora fá-los entrar no mistério. Aquela estrela que os acompanhou no caminho, fá-los entrar no mistério. Guiadospelo Espírito, chegam a reconhecer que os critérios de Deus são muito diferentes dos critérios dos homens, já que Deus não Se manifesta no poder deste mundo, mas vem até nós na humildade do seu amor. O amor de Deus é certamente grande. O amor de Deus é forte, sem dúvida. Mas o amor de Deus é humilde, tão humilde! Assim os Magos são modelo de conversão à verdadeira fé, porque acreditaram mais na bondade de Deus do que no brilho aparente do poder.

Deste modo, podemos interrogar-nos: Qual é O MISTÉRIO ONDE DEUS SE ESCONDE? Onde posso encontrá-Lo? Ao nosso redor, vemos guerras, exploração de crianças, torturas, tráficos de armas, comércio de pessoas... Em todas estas realidades, em todos estes irmãos e irmãs mais pequeninos que sofrem por tais situações, está Jesus (cf. Mt 25, 40.45). O presépio propõe-nos um caminho diferente do sonhado pela mentalidade mundana: é o caminho do abaixamento de Deus, aquela humildade do amor de Deus que Se abaixa, aniquila, a sua glória escondida na manjedoura de Belém, na cruz do Calvário, no irmão e na irmã que sofre.

Os Magos entraram no mistério. Passaram dos cálculos humanos ao mistério: esta foi a sua conversão. E a nossa? Peçamos ao Senhor que nos conceda fazer o mesmo caminho de conversão vivido pelos Magos. Que nos defenda e livre das tentações que escondem a estrela. Que sintamos sempre a inquietação de nos interrogarmos «onde está a estrela», quando a perdermos de vista no meio dos enganos do mundo. Que aprendamos a conhecer de forma sempre nova o mistério de Deus, que não nos escandalizemos do «sinal», do sinal referido pelos Anjos, da indicação «UM MENINO ENVOLTO EM PANOS E DEITADO NUMA MANJEDOURA» (Lc 2, 12), e que tenhamos a humildade de pedir à Mãe, à nossa Mãe, que no-Lo mostre. Que encontremos a coragem de nos libertar das nossas ilusões, das nossas presunções, das nossas «luzes», e que busquemos tal coragem na humildade da fé e possamos encontrar a Luz, LUMEN, como fizeram os santos Magos. Que possamos entrar no mistério. Assim seja. 

SANTA MISSA NA SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO


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FONTES DE REFERÊNCIA


Vaticano (Papa Francisco)
Liturgia Diária (CNBB)
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

 

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus (Ano A)

Neste dia, a liturgia coloca-nos diante de evocações diversas, ainda que todas importantes. Celebra-se, em primeiro lugar, a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: somos convidados a contemplar a figura de Maria, aquela mulher que, com o seu “sim” ao projeto de Deus, nos ofereceu Jesus, o nosso libertador. Celebra-se, em segundo lugar, o DIA MUNDIAL DA PAZ: em 1968, o Papa Paulo VI propôs aos homens de boa vontade que, neste dia, se rezasse pela paz no mundo. O tema para o ano de 2020 é: "A PAZ COMO CAMINHO DE ESPERANÇA: DIÁLOGO, RECONCILIAÇÃO E CONVERSÃO ECOLÓGICA". Celebra-se, finalmente, o primeiro dia do ano civil: é o início de uma caminhada percorrida de mãos dadas com esse Deus que nos ama, que em cada dia nos cumula da sua bênção e nos oferece a vida em plenitude.

As leituras que hoje nos são propostas exploram, portanto, estas diversas coordenadas. Elas evocam esta multiplicidade de temas e de celebrações.

Na primeira leitura, sublinha-se a dimensão da presença contínua de Deus na nossa caminhada e recorda-se que a sua bênção nos proporciona a vida em plenitude.

Na segunda leitura, a liturgia evoca, outra vez, o amor de Deus, que enviou o seu Filho ao encontro dos homens para os libertar da escravidão da Lei e para os tornar seus “filhos”. É nessa situação privilegiada de “filhos” livres e amados que podemos dirigir-nos a Deus e chamar-Lhe “abbá”.

O Evangelho mostra como a chegada do projeto libertador de Deus (que se tornou realidade plena no nosso mundo através de Jesus) provoca alegria e felicidade naqueles que não têm outra possibilidade de acesso à salvação: os pobres e os marginalizados. Convida-nos, também, a louvar a Deus pelo seu amor e a testemunhar o desígnio libertador de Deus no meio dos homens.

Maria, a mulher que proporcionou o nosso encontro com Jesus, é o modelo do crente que é sensível aos projetos de Deus, que sabe ler os seus sinais na história, que aceita acolher a proposta de Deus no coração e que colabora com Deus na concretização do projecto divino de salvação para o mundo. 


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura
Leitura do Livro dos Números 6,22-27


É de Deus que tudo recebemos: vida, saúde, força, amor e aquelas mil e uma pequeninas coisas que enchem a nossa vida e que nos dão instantes plenos. Tendo consciência dessa presença contínua de Deus ao nosso lado, do seu amor e do seu cuidado, somos gratos por isso? No nosso diálogo com Ele, sentimos a necessidade de O louvar e de Lhe agradecer por tudo o que Ele nos oferece? Agradecemos todos os dons que Ele derramou sobre nós no ano que acaba de terminar.


22O Senhor falou a Moisés, dizendo:
23'Fala a Aarão e a seus filhos:
Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes:
24O Senhor te abençoe e te guarde!
25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face,
e se compadeça de ti!
26O Senhor volte para ti o seu rosto
e te dê a paz!
27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel,
e eu os abençoarei'.
Palavra do Senhor.


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Salmo Responsorial
Sl 66,2-3.5.6.8 (R. 2a)


Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
2Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,
e sua face resplandeça sobre nós!
3Que na terra se conheça o seu caminho
e a sua salvação por entre os povos.

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

5Exulte de alegria a terra inteira,
pois julgais o universo com justiça;
os povos governais com retido,
e guiais, em toda a terra, as nações.

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

6Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,
que todas as nações vos glorifiquem!
8Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.


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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas 4,4-7


A importante constatação de que somos “filhos” de Deus leva-nos a uma descoberta fundamental: estamos unidos a todos os outros homens - “filhos” de Deus como nós - por laços fraternos. É a mesma vida de Deus que circula em todos nós… O que é que esta constatação implica, em termos concretos? A que é que ela nos obriga? Faz algum sentido marginalizar alguém por causa da sua raça ou estatuto social? Aquilo que acontece aos outros - de bom e de mau - não nos diz respeito?


Irmãos:
4Quando se completou o tempo previsto,
Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher,
nascido sujeito à Lei,
5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei
e para que todos recebêssemos a filiação adotiva.
6E porque sois filhos,
Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu
Filho, que clama: Abá - ó Pai!
7Assim já não és mais escravo, mas filho;
e se és filho, és também herdeiro:
tudo isso, por graça de Deus.
Palavra do Senhor.


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,16-21


Maria “conservava todas estas palavras e meditava-as no seu coração”. Quer dizer: ela era capaz de perceber os sinais do Deus libertador no acontecer da vida. Temos, como ela, a sensibilidade de estar atentos à vida e de perceber a presença - discreta, mas significativa, atuante e transformadora - de Deus, nos acontecimentos mais ou menos banais do nosso dia a dia?


Naquele tempo:
16Os pastores foram às pressas a Belém
e encontraram Maria e José,
e o recém-nascido, deitado na manjedoura.
17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito
sobre o menino.
18E todos os que ouviram os pastores
ficaram maravilhados com aquilo que contavam.
19Quanto a Maria, guardava todos estes fatos
e meditava sobre eles em seu coração.
20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus
por tudo que tinham visto e ouvido,
conforme lhes tinha sido dito.
21Quando se completaram os oito dias
para a circuncisão do menino,
deram-lhe o nome de Jesus,
como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
Palavra da Salvação. 


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Comentário
O fantástico processo da Maternidade


A história segue seu ritmo imperturbável. Um número a mais acrescenta-se a nossa contabilidade do tempo. Ontem à noite nos despedíamos entre alegria e nostalgia no ano velho e dávamos as boas-vindas ao ano novo. Hoje acordamos com um número mais na contabilidade dos anos e nos dispomos a escrever a primeira página do que acaba de começar.
Nos brotam espontaneamente bons desejos e pressentimentos. Desejamos que este ano não seja marcado no calendário da história como um tempo de desgraças, de confrontos, de morte... Desejamos a paz. Queremos que este seja um ano marcado pela justiça, a felicidade, a boa convivência. Será assim? Podemos fazer algo para que assim seja?
Que Deus nos abençoe!
Antes de mais nada, nada melhor que pôr todos nossos dias sob o olhar e proteção de Deus, nosso Abbá! Porque só dele depende que seja um tempo de graça e não de desgraça, um tempo de bênção e não de maldição.
A história humana é tão complexa, tão imprevisível, que ante ela só cabe o temor estatístico ante as previsíveis mortes por guerra, por acidente, pelo tráfico, por convulsões da natureza, por enfermidades ou fome e ante os previsíveis conflitos políticos e domésticos, ou a confiança em Deus, que nos leva à segurança de que não seremos abandonados nem ainda nas piores circunstâncias.
Os israelitas tinham uma preciosa fórmula de bênção que proclamamos nesta Eucaristia, tomada do livro dos Números, capítulo 6, e que nós fazemos nossa: O Senhor te abençoe e te guarde, faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!
Esta oração expressa o desejo de achar graça aos olhos de Deus, de conseguir seu olhar luminoso e amável, sua atenção amorosa sobre a cada um de nós, de nossas famílias e amizades, sobre nosso povo, nossa comunidade, nossa nação, nosso mundo. Na medida em que isto aconteça, em que se acenda a Aliança amorosa que nos une com Ele, nessa mesma medida teremos paz, bem-aventurança e poderemos esperar sempre o melhor.
Este desejo de bênção queremos estendê-lo a todo mundo, a todos os países da terra. Vivemos em rede. Ninguém pode ser feliz sem os demais. A bênção só é bênção se é global. Por isso, também surge aqui um imperativo moral, para todos nós, que Paulo nos infundiu: "Abençoem, sim! Abençoem, não amaldiçoem!" (Rom 12,14).
A memória da maior bênção
A mãe Igreja não esquece que estamos no tempo de Natal. Ela começou em seu ano novo e sagrado com o Advento, já mais de um mês. Ela quer dedicar neste primeiro dia do ano civil a honrar a maternidade singular e transcendente de Maria, "a mãe" de Jeús.
E é que a maior bênção de Deus nos chegou à terra há mais de 20 séculos: naquele dia maravilhoso em que uma jovem donzela de Nazaré, prometida como esposa a José da casa de Davi, disse "fíat" ("se faça") ao projeto de Deus Pai para que seu Filho se fizesse homem. A partir daquele momento dispersou-se em seu corpo sem estrear todo o fantástico processo da maternidade. Toda sua sexualidade ficou consagrada pelo Espírito e se pôs ao serviço da mais portentosa das obras de Deus.
De uma maneira solene, concisa, emocionada, conta-nos o apóstolo Paulo na Carta aos Gálatas, que foi o que aconteceu nesta mulher:
Cumpriu-se o tempo.
Deus enviou a seu Filho, nascido de uma mulher
Para que recebêssemos a filiação adotiva.
Porque somos filhos de Deus, enviou a nossos corações ao Espírito de seu Filho que clama "Abbá".

Maria é a mãe do Filho de Deus. Graças ao Espírito é possível nela o impossível. Maria é mãe do Filho de Deus graças ao Espírito Santo, à potência de Deus que a cobre com sua sombra. Mas este fato não tem como objetivo fazer dela uma mulher privilegiada e única, senão servir de mediação para que todos nós sejamos filhos de Deus e recebamos o Espírito que nos permite clamar, juntamente com Jesus, Abbá!
A bênção chegou à humanidade por meio da maternidade de Maria. E o que ela revela é não somente que Jesus é o Filho de Deus, senão que também nós o somos por pura graça e misericórdia.
Apresentação a sociedade
O evangelho deste dia narra-nos com singeleza como a Criança, Maria e José são apresentados a sociedade. Ali acercam-se os pastores, que encontram a Criança deitada em um presépio, contam o que tinham escutado sobre Ele. Ali está Maria, que não acabava de compreender o Mistério no que estava implicada: "meditava tudo isto em seu coração".
Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino,
deram-lhe o nome de Jesus, o introduzindo publicamente na Aliança de Deus com seu Povo. A mãe e o pai exercem como tais e manifestam desta maneira que Jesus é filho.
Ao começar neste ano, acerquemo-nos simbolicamente a Maria para honrar sua magnífica maternidade e proclamar que graças a ela a humanidade está nas mãos de Deus.


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