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A Palavra

Assunção de Nossa Senhora (Solenidade)

Bendita és tu, Maria! Hoje, Jesus ressuscitado acolhe a sua mãe na glória do céu… Hoje, Jesus vivo, glorificado à direita do Pai, põe sobre a cabeça da sua mãe a coroa de doze estrelas…
Primeira leitura: Maria, imagem da Igreja.
Como Maria, a Igreja gera na dor um mudo novo. E como Maria, participa na vitória de Cristo sobre o Mal.
Salmo: Bendita és tu, Virgem Maria!

A esposa do rei é Maria. Ela tem os favores de Deus e está associada para sempre à glória do seu Filho.
Segunda leitura: Maria, nova Eva.
Novo Adão, Jesus faz da Virgem Maria uma nova Eva, sinal de esperança para todos os homens.
Evangelho: Maria, Mãe dos crentes. 
Cheia do Espírito Santo, Maria, a primeira, encontra as palavras da fé e da esperança: doravante todas as gerações a chamarão bem-aventurada!



Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura
Leitura 
do Livro do Apocalipse de São João (
Ap 11,19a; 12,1-6a.10ab)


19aAbriu-se o Templo de Deus que está no céu
e apareceu no Templo a arca da Aliança.
12,1Então apareceu no céu um grande sinal:
uma mulher vestida de sol,
tendo a lua debaixo dos pés
e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.
2Estava grávida
e gritava em dores de parto,
atormentada para dar à luz.
3Então apareceu outro sinal no céu:
um grande Dragão, cor de fogo.
Tinha sete cabeças e dez chifres
e, sobre as cabeças, sete coroas.
4Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu,
atirando-as sobre a terra.
O Dragão parou diante da Mulher
que estava para dar à luz,
pronto para devorar o seu Filho,
logo que nascesse.
5E ela deu à luz um filho homem,
que veio para governar todas as naçðes
com cetro de ferro.
Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono.
6aA mulher fugiu para o deserto,
onde Deus lhe tinha preparado um lugar.
10abOuvi então uma voz forte no céu, proclamando:
"Agora realizou-se a salvação,
a força e a realeza do nosso Deus,
e o poder do seu Cristo".
Palavra do Senhor.


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Salmo Responsorial
Sl 44(45),10bc.11.12ab.16 (R. 10b)


À vossa direita se encontra a rainha,
com veste esplendente de ouro de Ofir.As filhas de reis vêm ao vosso encontro,
e à vossa direita se encontra a rainha
com veste esplendente de ouro de Ofir.
À vossa direita se encontra a rainha,
com veste esplendente de ouro de Ofir.
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
“Esquecei vosso povo e a casa paterna!
Que o Rei se encante com vossa beleza!
Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!
À vossa direita se encontra a rainha,
com veste esplendente de ouro de Ofir.
Entre cantos de festa e com grande alegria,
ingressam, então, no palácio real”.
À vossa direita se encontra a rainha,
com veste esplendente de ouro de Ofir.


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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 15,20-26.28)


Irmãos:
20Na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos
como primícias dos que morreram.
21Com efeito, por um homem veio a morte e é também
por um homem que vem a ressurreição dos mortos.
22Como em Adão todos morrem,
assim também em Cristo todos reviverão.
23Porém, cada qual segundo uma ordem determinada:
Em primeiro lugar, Cristo, como primícias;
depois, os que pertencem a Cristo,
por ocasião da sua vinda.
24A seguir, será o fim,
quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois
de destruir todo principado e todo poder e força.
25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus
inimigos estejam debaixo de seus pés.
26O último inimigo a ser destruído é a morte.
28E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele,
então o próprio Filho se submeterá
àquele que lhe submeteu todas as coisas,
para que Deus seja tudo em todos.
Palavra do Senhor.


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Proclamação do Evangelho segundo Lucas (1,39-56)


39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa,
dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia.
40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.
41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
a criança pulou no seu ventre
e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42Com um grande grito, exclamou:
"Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!"
43Como posso merecer
que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos,
a criança pulou de alegria no meu ventre.
45Bem-aventurada aquela que acreditou,
porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu".
46Maria disse:
"A minha alma engrandece o Senhor,
47e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
48pois, ele viu a pequenez de sua serva,
eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
49O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
50Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam.
51Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.
52Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.
53De bens saciou os famintos
despediu, sem nada, os ricos.
54Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
55como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre".
56Maria ficou três meses com Isabel;
depois voltou para casa.
Palavra da Salvação.

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Comentário
Resplandece a Rainha, Senhor, à Vossa dextra!


A hodierna Liturgia põe-nos diante do fúlgido ícone da Assunção da Virgem ao céu, na integridade da alma e do corpo. No esplendor da glória celeste brilha Aquela que, em virtude da sua humildade, se fez grande diante do Altíssimo, a ponto de todas as gerações a chamarem bem-aventurada (cf. Lc 1, 48). Agora senta-se como Rainha ao lado do Filho, na eterna bem-aventurança do paraíso e do Alto olha para os seus filhos.
Com esta consoladora certeza, dirigimo-nos a Ela e invocamo-la para aqueles que são os seus filhos: para a Igreja e para toda a humanidade, a fim de que todos, imitando-a no fiel seguimento de Cristo, possam alcançar a pátria definitiva do céu.
Resplandece a Rainha, Senhor, à Vossa dextra!.
Primeira entre os remidos pelo sacrifício pascal de Cristo, hoje Maria resplandece como Rainha de todos nós, peregrinos rumo à vida imortal.
N'Ela, que foi elevada ao céu, é-nos manifestado o eterno destino que nos aguarda para além do mistério da morte: destino de felicidade total, na glória divina. Esta perspectiva sobrenatural sustém a nossa peregrinação quotidiana. Maria é a nossa Mestra de vida. Olhando para Ela, compreendemos melhor o valor relativo das grandezas terrenas e o pleno sentido da nossa vocação cristã.
Desde o nascimento até à gloriosa Assunção, a sua existência desenrolou-se ao longo do itinerário da fé, da esperança e da caridade. São estas as virtudes, florescidas em um coração humilde e abandonado à vontade de Deus, que adornam a sua preciosa e incorruptível coroa de Rainha. São estas as virtudes que o Senhor pede a cada fiel, para o admitir na glória da Sua própria Mãe.
O texto do Apocalipse, há pouco proclamado, fala do enorme dragão vermelho que representa a perene tentação que se apresenta ao homem: preferir o mal ao bem, a morte à vida, o prazer fácil do desempenho à exigente mas saciante via de santidade para a qual cada homem foi criado. Na luta contra «o grande Dragão... a antiga Serpente, o Diabo ou Satanás, como lhe chamam, o sedutor do mundo inteiro» (Ap 12, 9), aparece o grandioso sinal da Virgem vitoriosa, Rainha de glória, sentada à direita do Senhor.
E nesta luta espiritual, a sua ajuda à Igreja é determinante para alcançar a vitória definitiva contra o mal.
Resplandece a Rainha, Senhor, à Vossa dextra!
Maria brilha sobre a terra, «enquanto não chegar o dia do Senhor... como sinal de esperança segura e de consolação aos olhos do povo peregrinante de Deus» (Lumen gentium, 68). Como Mãe solícita de todos, sustém o esforço dos crentes e encoraja-os a perseverar no empenhamento. Penso aqui de maneira muito particular nos jovens, que estão mais expostos ao fascínio e às tentações de mitos efémeros e de falsos mestres.
Queridos irmãos, olhai para Maria e invocai-a com confiança!  Maria ajudar-vos-á a sentir-vos parte integrante da Igreja, encorajando-vos a não ter medo de assumir as vossas responsabilidades de testemunhas credíveis do amor de Deus.
Hoje, a Virgem elevada ao céu mostra-vos aonde conduzem o amor e a plena fidelidade a Cristo na terra: até à alegria eterna do céu.
Maria, Mulher revestida de sol, diante dos inevitáveis sofrimentos e das dificuldades quotidianas, ajuda-nos a fixar o olhar em Cristo.
Ajuda-nos a não ter medo de O seguir até ao fim, mesmo quando o peso da Cruz nos parecer excessivo. Faz-nos compreender que só este é o caminho que leva ao ápice da salvação eterna.
E do céu, onde resplandeces como Rainha e Mãe de misericórdia, vela sobre cada um dos teus filhos.

Orienta-os a amar, adorar e servir a Jesus, o bendito fruto do teu seio, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria!


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XIX Domingo do Tempo Comum - 'A'

A liturgia do XIX Domingo do Tempo Comum tem como tema fundamental a revelação de Deus. Fala-nos de um Deus apostado em percorrer, de braço dado com os homens, os caminhos da história.

A primeira leitura convida os crentes a regressarem às origens da sua fé e do seu compromisso, a fazerem uma peregrinação ao encontro do Deus da comunhão e da Aliança; e garante que o crente não encontra esse Deus nas manifestações espetaculares, mas na humildade, na simplicidade, na interioridade.
O Evangelho apresenta-nos uma reflexão sobre a caminhada histórica dos discípulos, enviados à “outra margem” a propor aos homens o banquete do Reino. Nessa “viagem”, a comunidade do Reino não está sozinha, à mercê das forças da morte: em Jesus, o Deus do amor e da comunhão vem ao encontro dos discípulos, estende-lhes a mão, dá-lhes a força para vencer a adversidade, a desilusão, a hostilidade do mundo. Os discípulos são convidados a reconhecê-lo, a acolhê-lo e a aceitá-lo como “o Senhor”.

Asegunda leitura sugere que esse Deus, apostado em vir ao encontro dos homens e em revelar-lhes o seu rosto de amor e de bondade, tem uma proposta de salvação que oferece a todos. Convida-nos a estarmos atentos às manifestações desse Deus e a não perdermos as oportunidades de salvação que Ele nos oferece.


 


Primeira Leitura   
Salmo Responsorial   
Segunda Leitura    
Evangelho   
Comentário


Primeira Leitura 
Leitura do Primeiro Livro dos Reis (19,9a.11-13ª)


Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus, 

9ao profeta Elias, entrou numa gruta,
onde passou a noite.
E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida
nestes termos:
11'Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor,
porque o Senhor vai passar'.
Antes do Senhor, porém,
veio um vento impetuoso e forte,
que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos.
Mas o Senhor não estava no vento.
Depois do vento houve um terremoto.
Mas o Senhor não estava no terremoto.
12Passado o terremoto, veio um fogo.
Mas o Senhor não estava no fogo.
E depois do fogo
ouviu-se um murmúrio de uma leve brisa.
13aOuvindo isto,
Elias cobriu o rosto com o manto,
saiu e pôs-se à entrada da gruta.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Primeira Leitura


Quem é Deus? Como é Deus? É possível provar, sem margem para dúvidas, a existência de Deus? Estas e outras perguntas já as fizemos, certamente, a nós próprios ou a alguém. Todos nós somos pessoas a quem Deus inquieta: há uma “qualquer coisa” no coração do homem que o projeta para o transcendente, que o leva a interrogar-se sobre Deus e a tentar descobrir o seu rosto… No entanto, Deus não é evidente. Se confiarmos apenas nos nossos sentidos, Deus não existe: não conseguimos vê-lo com os nossos olhos, sentir o seu cheiro ou tocá-lo com as nossas mãos. Mais ainda: nenhum instrumento científico, nenhum microscópio electrónico, nenhum radar espacial detectou jamais qualquer sinal sensível de Deus. Talvez por isso o soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem do espaço, mal pôs os pés na terra apressou-se a afirmar que não tinha encontrado na estratosfera qualquer marca de Deus… a Primeira Leitura que nos é proposta convida a todos aqueles que estão interessados em Deus, a descobri-lo no silêncio, na simplicidade, na intimidade… É preciso calar o ruído excessivo, moderar a atividade desenfreada, encontrar tempo e disponibilidade para consultar o coração, para interrogar a Palavra de Deus, para perceber a sua presença e as suas indicações nos sinais que Ele deixa na nossa história e na vida do mundo… Tenho consciência de que preciso encontrar tempo para “buscar Deus”? De acordo com a minha experiência de procura, onde é que eu O encontro mais facilmente: na agitação e nos gestos espetaculares, ou no silêncio, na humildade e na simplicidade?


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Salmo Responsorial
Sl 84,9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)


Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!

9aQuero ouvir o que o Senhor irá falar:
9bé a paz que ele vai anunciar.
10Está perto a salvação dos que o temem,
e a glória habitará em nossa terra.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!

11A verdade e o amor se encontrarão,
a justiça e a paz se abraçarão;
12da terra brotará a fidelidade,
e a justiça olhará dos altos céus.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!

13O Senhor nos dará tudo o que é bom,
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
14a justiça andará na sua frente
e a salvação há de seguir os passos seus.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!


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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos (9,1-5)

Irmãos:

1Não estou mentindo,
mas, em Cristo, digo a verdade,
apoiado no testemunho do Espírito Santo e da minha
consciência.
2Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor
contínua,
3a ponto de desejar
ser eu mesmo segregado por Cristo
em favor de meus irmãos, os de minha raça.
4Eles são israelitas.
A eles pertencem a filiação adotiva, a glória,
as alianças, as leis, o culto, as promessas
5e também os patriarcas.
Deles é que descende, quanto à sua humanidade,
Cristo, o qual está acima de todos,
Deus bendito para sempre! Amém!
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Segunda Leitura


A Segunda Leitura no propõe uma reflexão sobre as oportunidades perdidas… Israel, apesar de todas as manifestações da bondade e do amor de Deus que conheceu ao longo da sua caminhada pela história, acabou por se instalar numa autossuficiência que não lhe permitiu acompanhar o ritmo de Deus, nem descobrir os novos desafios que o projeto da salvação de Deus faz, em cada fase, aos homens. O exemplo de Israel nos faz pensar no nosso compromisso com Deus… Em primeiro lugar, mostra-nos a importância de não nos instalarmos num esquema de vivência medíocre da fé e sugere que o “sim” a Deus do dia do nosso batismo precisa de ser renovado a cada dia da nossa vida… Em segundo lugar, sugere que o cristão não pode instalar-se nas suas certezas e autossuficiências, mas tem de estar atento aos desafios, sempre renovados, de Deus… Em terceiro lugar, sugere que ter o nome inscrito no livro de registos da nossa paróquia não é um certificado de garantia de salvação (a salvação passa sempre pela adesão sempre renovada aos dons de Deus).


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (14,22-33)


Depois da multiplicação dos pães,
22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca
e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar,
enquanto ele despediria as multidões.
23Depois de despedi-las,
Jesus subiu ao monte, para orar a sós.
A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.
24A barca, porém, já longe da terra,
era agitada pelas ondas,
pois o vento era contrário.
25Pelas três horas da manhã,
Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar.
26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar,
ficaram apavorados, e disseram:
'É um fantasma'.
E gritaram de medo.
27Jesus, porém, logo lhes disse:
'Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!'
28Então Pedro lhe disse:
'Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro,
caminhando sobre a água.'
29E Jesus respondeu: 'Vem!'
Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água,
em direção a Jesus.
30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo
e começando a afundar, gritou: 'Senhor, salva-me!'
31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse:
'Homem fraco na fé, por que duvidaste?'
32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou.
33Os que estavam no barco,
prostraram-se diante dele, dizendo:
'Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!'
Palavra da Salvação.


Reflitamos o texto do Evangelho


O Evangelho deste domingo é, antes de mais, uma catequese sobre a caminhada histórica da comunidade de Jesus, enviada à “outra margem”, a convidar todos os homens para o banquete do Reino e a oferecer-lhes o alimento com que Deus mata a fome de vida e de felicidade dos seus filhos. Estamos dispostos a embarcar na aventura de propor a todos os homens o banquete do Reino? Temos consciência de que nos foi confiada a missão de saciar a fome do mundo? Aqueles que são deixados à margem dessa mesa onde se jogam os interesses e os destinos do mundo, que têm fome e sede de vida, de amor, de esperança, encontram em nós uma proposta credível e coerente que aponta no sentido de uma realidade de plenitude, de realização, de vida plena? Esta caminhada histórica dos discípulos e o seu testemunho do banquete do Reino não é um caminho fácil, feito no meio de aclamações das multidões e dos aplausos unânimes dos homens. A comunidade (o “barco”) dos discípulos tem de abrir caminho através de um mar de dificuldades, continuamente abatido pela hostilidade dos adversários do Reino e pela recusa do mundo em acolher os projetos de Jesus. Todos os dias o mundo nos mostra, com um sorriso irónico, que os valores em que acreditamos e que procuramos testemunhar estão ultrapassados. Todos os dias o mundo insiste em provar-nos, às vezes com agressividade e outras vezes com comiseração, que só seremos competitivos e vencedores quando usarmos as armas da arrogância, do poder, do orgulho, da prepotência, da ganância… Como nos colocamos face a isto? É possível desempenharmos o nosso papel no mundo, com rigor e competência, sem perdermos as nossas referências cristãs e sem trairmos o Reino?


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Comentário
Viver é confiar


O Evangelho nos propõe hoje o tema da fé. E o faz de uma forma muito gráfica, com um exemplo que todos podemos entender. Crer parece, de alguma maneira, a sair da segurança da barca e se arriscar na água no meio da tormenta. Isso é o que Jesus pede a Pedro que faça. De alguma forma o desafia confiar Nele. Mas Pedro titubeia porque sente-se inseguro. É possível que nós muitas vezes nos sintamos como Pedro, inseguros. E que busquemos seguranças que, como Pedro, não vamos encontrar.  

É que às vezes desejaríamos que a fé fosse o resultado de uma demonstração científica. Ou bem que fosse um milagre ou algo extraordinário que provocasse nossa fé. No fundo, supomos que a fé nos coloca em uma relação com Deus. E Deus é considerado nestes casos como um ser longínquo, poderoso e no fundo perigoso para a vida das pessoas. Como não nos sentimos seguros em frente a Ele, queremos provas convincentes.

A realidade é que a fé brota da mesma atitude básica sobre a qual se estabelece qualquer relação. Um exemplo bem claro disto encontramos na relação de amor de um casal. Nenhum dos dois poderá dizer nunca que está absolutamente seguro do amor do outro. Ele ou ela somente têm indícios: sorrisos, palavras, caricias, telefonemas, WhatsApp..., mas nada mais. Esses indícios confirmam o amor, mas nunca são provas concludentes. Ao final, a pessoa, cada um, cada uma, tem que dar um passo à frente e confiar. E fiar-se do outro.

Com Deus acontece exatamente igual. Não outro remédio, devemos confiar Nele. Porque não temos nem teremos nunca provas concludentes de sua existência. Somente temos testemunhos. Um testemunho maior: Jesus, que passou a vida fazendo o bem, curando os doentes e amando a todos com os quais se encontrou pelo caminho, precisamente em nome de Deus. Ele nos disse que seu amor era fruto do amor de Deus, que nos amava com o mesmo amor de Deus e que temos que confiar Nele. E temos muitos outros testemunhos. Os muitos homens e mulheres que o seguiram, que confiaram “Nele” e que viveram amando e fazendo o bem. Mas não temos provas matemáticas nem físicas nem químicas desse amor. Temos que confiar. No Evangelho de hoje, Jesus nos convida a nos jogar na água, a viver sem medo, confiando no amor de Deus. Convida-nos a crer Nele e confiar em que com Ele podemos enfrentar os perigos da vida. Porque seu amor está sempre conosco.

Para a reflexão

Somos capazes de confiar nas pessoas com que vivemos? Ou talvez se instalou em nosso coração uma desconfiança radical? A fé é crer que Deus está ordenando a vida e a história para o bem. Cremos e confiamos dessa maneira em Deus? Colaboramos com Ele para que seu plano de salvação siga adiante?


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Festa da Transfiguração do Senhor ‘A’

A festa da Transfiguração do Senhor, celebrada no Oriente desde o século V, celebra-se no Ocidente desde 1457. Situada antes do anúncio da Paixão e da Morte, a Transfiguração prepara os Apóstolos para a compreensão desse mistério. Quase com o mesmo objetivo, a Igreja celebra esta festa quarenta dias antes da Exaltação da Cruz. A Transfiguração, manifestação da vida divina, que está em Jesus, é uma antecipação do esplendor, que encherá a noite da Páscoa. Os Apóstolos, quando virem Jesus na sua condição de Servo, não poderão esquecer a sua condição divina.


 


Primeira Leitura  
Salmo Responsoial   
Segunda Leitura   
Evangelho  
Comentário


Primeira Leitura
Leitura da Profecia de Daniel (7,9-10.13-14)


9Eu continuava olhando
até que foram colocados uns tronos,
e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar.
Sua veste era branca como neve
e os cabelos da cabeça, como ló pura;
seu trono eram chamas de fogo,
e as rodas do trono, como fogo em brasa.
10Derramava-se aí um rio de fogo
que nascia diante dele;
serviam-no milhares de milhares,
e milhões de milhões assistiam-no ao trono;
foi instalado o tribunal
e os livros foram abertos.
13Continuei insistindo na visão noturna,
e eis que, entre as nuvens do céu,
vinha um como filho de homem,
aproximando-se do Ancião de muitos dias,
e foi conduzido à sua presença.
14Foram-lhe dados poder, glória e realeza,
e todos os povos, nações e línguas o serviam:
seu poder é um poder eterno
que não lhe será tirado,
e seu reino, um reino que não se dissolverá.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Primeira Leitura


Daniel, em visão noturna, vê a história do ponto de vista de Deus. Sucedem-se os impérios e os opressores, mas o projeto de Deus não falha. Ele é o último juiz, que avaliará as ações dos homens e intervirá para resgatar o seu povo. Aos reinos terrenos contrapõe-se o Reino que o Ancião confia a um misterioso “filho de homem” que vem sobre as nuvens. Trata-se de um verdadeiro homem, mas de origem divina. No texto da Primeira Leitura já não se trata do Messias davídico que havia de restaurar o Reino de Israel, mas da sua transfiguração sobrenatural: o Filho do homem vem inaugurar um reino que, embora se insira no tempo, “não é deste mundo” (Jo 18, 36). Ele triunfará sobre as potências terrenas, conduzindo a história à sua realização escatológica. Jesus irá identificar-se muitas vezes com esta figura bíblica na sua pregação e particularmente diante do Sinédrio, que o condenará à morte.


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Salmo Responsorial
Sl 96(97),1-2.5-6.9 (R. 1a.9a)


Deus é Rei, é o Altíssimo,
muito acima do universo.

1Deus é Rei! Exulte a terra de alegria,
e as ilhas numerosas rejubilem!
2Treva e nuvem o rodeiam no seu trono,
que se apoia na justiça e no direito.
Deus é Rei, é o Altíssimo,
muito acima do universo.

5As montanhas se derretem como cera
ante a face do Senhor de toda a terra;
6e assim proclama o céu sua justiça,
todos os povos podem ver a sua glória.

Deus é Rei, é o Altíssimo,
muito acima do universo.

9Porque vós sois o Altíssimo, Senhor,
muito acima do universo que criastes,
e de muito superais todos os deuses.

Deus é Rei, é o Altíssimo,
muito acima do universo.


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Segunda Leitura 
Leitura da Segunda Carta de São Pedro (1,16-19)


Caríssimos:

16Não foi seguindo fábulas habilmente inventadas
que vos demos a conhecer o poder e a vinda
de nosso Senhor Jesus Cristo,
mas sim, por termos sido testemunhas oculares
da sua majestade.
17Efetivamente, ele recebeu honra e glória
da parte de Deus Pai,
quando do seio da esplêndida glória
se fez ouvir aquela voz que dizia:
"Este é o meu Filho bem-amado,
no qual ponho o meu bem-querer".
18Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu,
quando estávamos com ele no monte santo.
19E assim se nos tornou ainda mais firme
a palavra da profecia,
que fazeis bem em ter diante dos olhos,
como lâmpada que brilha em lugar escuro,
até clarear o dia
e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Primeira Leitura


Pedro e os seus companheiros reconhecem-se portadores de uma graça maior que a dos profetas, porque ouviram a voz celeste que proclamava Filho muito amado do Pai, Jesus, seu mestre. Mas a Palavra do Antigo Testamento continua a ser “uma lâmpada que brilha num lugar escuro (v. 19), até ao dia sem fim, quando Cristo vier na sua glória. Jesus transfigurado sustenta a nossa fé e acende em nós o desejo da esperança nesta caminhada. A “estrela da manhã” já brilha no coração de quem espera vigilante.


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (17,1-9)


Naquele tempo:
1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão,
e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha.
2E foi transfigurado diante deles;
o seu rosto brilhou como o sol
e as suas roupas ficaram brancas como a luz.
3Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias,
conversando com Jesus.
4Então Pedro tomou a palavra e disse:
'Senhor, é bom ficarmos aqui.
Se queres, vou fazer aqui três tendas:
uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.'
5Pedro ainda estava falando,
quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra.
E da nuvem uma voz dizia:
'Este é o meu Filho amado,
no qual eu pus todo meu agrado.
Escutai-o!'
6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito 
assustados e caíram com o rosto em terra.
7Jesus se aproximou, tocou neles e disse:
'Levantai-vos, e não tenhais medo.'
8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais
ninguém, a não ser somente Jesus.
9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes:
'Não conteis a ninguém esta visão até que o
Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos.'
Palavra da Salvação.


Reflitamos o texto da Primeira Leitura


A Transfiguração confirma a fé dos Apóstolos, manifestada por Pedro em Cesareia de Filipe, e ajuda-os a ultrapassar a sua oposição à perspectiva da paixão anunciada por Jesus. Quem quiser ser “Seu discípulo”, terá de participar nos seus sofrimentos. A Transfiguração é um primeiro resplendor da glória divina do Filho, chamado a ser Servo sofredor para salvação dos homens. Na oração, Jesus transfigura-se e deixa entrever a sua identidade sobrenatural. Moisés e Elias são protagonistas de um êxodo muito diferente nas circunstâncias, mas idêntico na motivação: a fidelidade absoluta a Deus. A luz da Transfiguração clarifica interiormente o seu caminho terreno. Quando a visão parece estar a terminar, Pedro como que tenta parar o tempo. É, então, envolvido com os companheiros pela nuvem. É a nuvem da presença de Deus, do mistério que se revela permanecendo incognoscível. Mas Pedro, Tiago e João recebem dele a luz mais resplandecente: a voz divina proclama a identidade Jesus, Filho e Servo sofredor (conforme Is 42, 1).


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Comentário
A Transfiguração não é um disfarce


Uma das diversões que mais frequentemente as pessoas de todas as culturas e de todos os tempos fazem e se disfarçar. Nos carnavais, nas festas de máscaras e tantas outras festas populares de todo mundo. Um esforço permanente para aparentar outra coisa diferente do que somos, para nos contar uma mentira a nós mesmos e aos demais, para parecer o que não somos na realidade e poder viver com uma identidade diferente.

O que hoje celebramos, a Transfiguração de Jesus, tem algo de festa de disfarces. Jesus apresenta-se aos discípulos com outra roupagem, com outra aparência diferente da que viam em sua vida ordinária. Diz o Evangelho que “seu rosto resplandecia como o sol, e suas roupas ficaram brancas como a luz. Mas há uma diferença importantíssima, fundamental. A Transfiguração de Jesus não é uma mentira, não foi um momento de assumir uma identidade falsa. Nada disso. Jesus mostrou aos discípulos sua verdadeira identidade. Abriu-lhes seu coração e seu ser para além das aparências.

Aí está diferencia chave. Quando nós nos disfarçamos, o fazemos para assumir uma identidade que não é a nossa, para viver por um tempo na mentira, para despistar aos demais, para que nos vejam de outra maneira. Como não somos em realidade.

Jesus mostra-nos seu mais autêntico ser. Jesus não se disfarça nunca. Jesus não mente nunca. Jesus é ele mesmo quando nos fala do Reino, quando prega o amor de Deus para todos, quando se acerca aos doentes e aos que sofrem, quando prega da justiça. Sempre e em tudo o que faz nos mostra que é ser de Deus, dá testemunho de seu amor imenso para com a cada um de nós. A transfiguração, que aconteceu no alto daquele monte não foi senão uma forma a mais de se manifestar, de testemunhar ante os discípulos “e ante nós” que Deus é luz e vida e amor para nós, que o poder de Deus não é destruidor nem vingativo senão que é criador de vida, que é perdão e misericórdia.

Naquela montanha alta, longe das pessoas, em um momento de tranquilidade, cheios dessa serenidade que produz a montanha, Jesus abriu o coração a seus discípulos e estes puderam contemplar a profundeza do amor de Deus que se fazia presente em Jesus. Não foi um disfarce. Não era uma mentira. Era a mais profunda realidade de seu coração, cheio do amor de Deus, do que se sabia filho amado.

Os discípulos ficaram com a lembrança em seu coração, “como difícil contar às vezes essas experiências tão iluminadoras! ”. Aquele momento ajudou-lhes a entender melhor a seu amigo e mestre. A seguir no caminho para Jerusalém. A amar-lhe, apesar de suas misérias, de suas limitações...

Para a reflexão

Vivemos sempre com um disfarce para ocultar nossa verdadeira identidade? Preocupamo-nos só de guardar as aparências? Ou, como Jesus, deixamos que se torne transparente nosso ser autêntico de filhos de Deus?


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XVII Domingo do Tempo Comum - 'A'

A liturgia deste XVII Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre as nossas prioridades, nos valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Sugere, especialmente, que o cristão deve construir a sua vida sobre os valores propostos por Jesus.

A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. Ele é o protótipo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores efémeros.

No Evangelho, recorrendo à linguagem das parábolas, Jesus recomenda aos seus seguidores que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Todos os outros valores e interesses devem passar para segundo plano, face a esse “tesouro” supremo que é o Reino.

A segunda leitura convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve sobrepor-se a todos os outros valores e propostas.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura 
Evangelho
Comentário

Primeira Leitura
Leitura do Primeiro Livro dos Reis (3,5.7-12)


Naqueles dias:
5Em Gabaon o Senhor apareceu a Salomão,
em sonho, durante a noite, e lhe disse:
'Pede o que desejas e eu te darei'.
7E Salomão disse: Senhor meu Deus,
tu fizeste reinar o teu servo
em lugar de Davi, meu pai.
Mas eu não passo de um adolescente,
que não sabe ainda como governar.
8Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito,
povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular.
9Dá, pois, ao teu servo, um coração compreensivo,
capaz de governar o teu povo
e de discernir entre o bem e o mal.
Do contrário, quem poderá governar
este teu povo tão numeroso?'
10Esta oração de Salomão agradou ao Senhor.
11E Deus disse a Salomão:
'Já que pediste estes dons
e não pediste para ti longos anos de vida,
nem riquezas, nem a morte de teus inimigos,
mas sim sabedoria para praticar a justiça,
12vou satisfazer o teu pedido;
dou-te um coração sábio e inteligente,
como nunca houve outro igual antes de ti,
nem haverá depois de ti.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Primeira Leitura


Algumas pessoas e grupos com um peso significativo na opinião pública procuram vender a ideia de que a realização plena do indivíduo está num conjunto de valores que decidem quem pertence à elite dos vencedores, dos que estão na moda, dos que têm êxito… Em muitos casos, esses valores propostos são realidades efémeras, materiais, secundárias, relativas. Quase sempre, por detrás da proposição de certos valores, estão interesses particulares e egoístas, a tentativa de vender determinada ideologia ou a preocupação em tornar o mercado dependente dos produtos comerciais de determinada marca… O “sábio”, contudo, é aquele que está consciente destes mecanismos, que sabe ver com olhar crítico os valores que a moda propõe, que sabe discernir o verdadeiro do falso, que distingue o que apenas tem um brilho doirado daquilo que, na essência, é um tesouro que importa conservar. O “sábio” é aquele que consegue perceber o que efetivamente o realiza e lhe permite levar a cabo, dentro da comunidade, a missão que lhe foi confiada. Como é que eu me situo face a isto? O que me seduz e que eu abraço é o imediato, o brilhante, o sedutor, ainda que efémero, ou é o que é exigente e radical, mas que me permite conquistar uma felicidade duradoura e concretizar o meu papel no mundo, na empresa, na família ou na minha comunidade cristã?


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Salmo Responsorial
Sl 118,57.72.76-77.127-128.129-130 (R.97a)


Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

57É esta a parte que escolhi por minha herança:
observar vossas palavras, ó Senhor!
72A lei de vossa boca, para mim,
vale mais do que milhões em ouro e prata.

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

76Vosso amor seja um consolo para mim,
conforme a vosso servo prometestes.
77Venha a mim o vosso amor e viverei,
porque tenho em vossa lei o meu prazer!

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

127Por isso amo os mandamentos que nos destes,
mais que o ouro, muito mais que o ouro fino!
128Por isso eu sigo bem direito as vossas leis,
detesto todos os caminhos da mentira.

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

129Maravilhosos são os vossos testemunhos,
eis por que meu coração os observa!
130Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina,
ela dá sabedoria aos pequeninos.

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!


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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos (8,28-30)


Irmãos:

28Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam
a Deus, daqueles que são chamados para a salvação,
de acordo com o projeto de Deus.
29Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde
sempre, a esses ele predestinou
a serem conformes à imagem de seu Filho, para que
este seja o primogênito numa multidão de irmãos.
30E aqueles que Deus predestinou, também os chamou.
E aos que chamou, também os tornou justos;
e aos que tornou justos, também os glorificou.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Segunda Leitura


Em todas as cartas de Paulo transparece o espanto que o apóstolo sente diante do amor de Deus pelo homem. Este tema está, contudo, especialmente presente na Carta aos Romanos. O nosso texto convida-nos a dar conta – outra vez – desse fato extraordinário que é o amor de Deus, traduzido num projeto de salvação preparado desde sempre, e que leva Deus a enviar ao mundo o seu próprio Filho para conduzir todos os homens e mulheres a uma nova condição. Numa época marcada por uma certa indiferença face a Deus, este texto convida-nos a tomar consciência de que Deus nos ama, vem continuamente ao nosso encontro, aponta-nos o caminho da vida plena e verdadeira, desafia-nos à identificação com Jesus, convida-nos a integrar a sua família. Nós, os crentes, somos convidados a conduzir a nossa vida à luz desta realidade; e somos convocados a testemunhar, com palavras, com ações, com a vida, no meio dos irmãos que dia a dia percorrem conosco o caminho da vida, o amor e o projeto de salvação que Deus tem. Diante da oferta de Deus, somos livres de fazer as nossas opções, que Deus respeita de forma absoluta. No entanto, a vida plena está no acolhimento desse “valor mais alto” que é o seguimento de Jesus e a identificação com Ele. É esse o “valor mais alto”, o “tesouro” pelo qual eu optei de forma decidida no dia do meu baptismo? Tenho sido, na caminhada da vida, coerente com essa escolha?


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (13,44-52)


Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
44'O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo.
Um homem o encontra e o mantém escondido.
Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquele campo.
45O Reino dos Céus também é como um comprador
que procura pérolas preciosas.
46Quando encontra uma pérola de grande valor,
ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquela pérola.
47O Reino dos Céus é ainda
como uma rede lançada ao mar
e que apanha peixes de todo tipo.
48Quando está cheia,
os pescadores puxam a rede para a praia,
sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos
e jogam fora os que não prestam.
49Assim acontecerá no fim dos tempos:
os anjos virão para separar
os homens maus dos que são justos,
50e lançarão os maus na fornalha de fogo.
E ai, haverá choro e ranger de dentes.
51Compreendestes tudo isso?'
Eles responderam: 'Sim.'
52Então Jesus acrescentou:
'Assim, pois, todo o mestre da Lei,
que se torna discípulo do Reino dos Céus,
é como um pai de família
que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.'
Palavra da Salvação.


Reflitamos o texto do Evangelho


A primeira e mais importante questão abordada no Evangelho deste Domingo, é a das nossas prioridades. Para Mateus, não há qualquer dúvida: ser cristão é ter como prioridade, como objetivo mais importante, como valor fundamental, o Reino. O cristão vive no meio do mundo e é todos os dias desafiado pelos esquemas e valores do mundo; mas não pode deixar que a procura dos bens seja o objetivo número um da sua vida, pois o Reino é partilha. O cristão está permanentemente mergulhado num ambiente em que a força e o poder aparecem como o grande ideal; mas ele não pode deixar que o poder seja o seu objetivo fundamental, porque o Reino é serviço. O cristão é todos os dias convencido de que o êxito profissional, a fama a qualquer preço são condições essenciais para triunfar e para deixar a sua marca na história; mas ele não pode deixar-se seduzir por esses esquemas, pois a realidade do Reino vive-se na humildade e na simplicidade. O cristão faz a sua caminhada num mundo que exalta o orgulho, a autossuficiência, a independência; mas ele já aprendeu, com Jesus, que o Reino é perdãotolerância, encontro, fraternidade… O que é que comanda a minha vida? Quais são os valores pelos quais eu sou capaz de deixar tudo? Que significado têm as propostas de Jesus na minha escala de valores?


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Comentário
Existe verdadeiramento um tesouro?


O Reino dos Céus, diz Jesus, se parece com um homem que encontra um tesouro no campo e vende tudo o que tem para comprar o campo. Faz uma comparação parecida com o comerciante de pérolas finas. Tanto o homem do campo como o comerciante de pérolas finas andavam buscando algo. A questão que nos é proposta é: nós estamos buscando algo? Achamos para valer que há um tesouro escondido ou uma pérola preciosa? Dito em outras palavras, estamos dispostos a vender tudo para buscar esse tesouro ou essa pérola?

De nossa sociedade se diz muitas vezes que ela vive em um tempo de desencanto, de desilusão. Tivemos um tempo no qual sonhamos que outro mundo era possível, hoje parece que para muitos a perspectiva ficou diminuída e não pensamos senão em como sobreviver. Nada mais. É como se descobrisse que não há nada pelo que valha a pena “vender tudo”. E de fato não estamos dispostos a sacrificar nada do pouco que temos. Não estamos seguros de que exista algum tesouro escondido nem exista pérola preciosa. Não estamos seguros de que valha a pena lutar pelo Reino dos céus. Que reino é esse? Após anos de luta e de esforço, que conseguimos? Ficamos decepcionados. Não há nada pelo que lutar. Deixemos de sonhar!

Mas Jesus segue propondo um ideal absoluto. Pelo Reino dos céus vale a pena ”deixar tudo”. O que é tudo? “Tudo” é a segurança econômica, a boa fama, as expectativas da família. “Deixar tudo” significa viver ao estilo de Jesus, tratar de atuar como Jesus o faria, ser portador e mensageiro do amor de Deus para com os pobres e necessitados. “Deixar tudo significa não se deixar guiar pelos critérios egoístas deste mundo, deixar de acumular e começar a compartilhar, se relacionar com os demais de forma gratuita e não colocar preço em tudo o que fazemos. Para “deixar tudo” não é necessário abandonar materialmente a família ou entrar em um convento. Pode-se continuar no mesmo trabalho e viver na mesma casa. A diferença é que devemos nos guiar pelos critérios do Evangelho para viver. Então se começa a ser cidadão do Reino. Adquire-se uma nova identidade: a de filho/filha de Deus Pai e irmãos em Jesus de todos os homens e mulheres.

Mas para chegar aí é necessário crer firmemente que há um tesouro e que esse tesouro é o melhor que podemos encontrar na vida, que por esse tesouro vale a pena deixar tudo. Que Deus nos dê discernimento e sabedoria como a de Salomão para conhecer o que é justo e bom.

Para a reflexão

O que valorizo mais em minha vida? De que é feito o meu tesouro? É o Evangelho meu verdadeiro tesouro? Quanto me custa deixar tudo para seguir a Jesus?


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XVI Domingo do Tempo Comum - 'A'

A liturgia do XVI Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir o Deus paciente e cheio de misericórdia, a quem não interessa a marginalização do pecador, mas a sua integração na comunidade do “Reino”; e convida-nos, sobretudo, a interiorizar essa “lógica” de Deus, deixando que ela marque o olhar que lançamos sobre o mundo e sobre os homens.
A primeira leitura fala-nos de um Deus que, apesar da sua força e omnipotência, é indulgente e misericordioso para com os homens - mesmo quando eles praticam o mal. Agindo dessa forma, Deus convida os seus filhos a serem “humanos”, isto é, a terem um coração tão misericordioso e tão indulgente como o coração de Deus.
O Evangelho garante a presença irreversível no mundo do “Reino de Deus”. Esse “Reino” não é um clube exclusivo de “bons” e de “santos”: nele todos os homens - bons e maus - encontram a possibilidade de crescer, de amadurecer as suas escolhas, de serem tocados pela graça, até ao momento final da opção definitiva.
A segunda leitura sublinha, de outra forma, a bondade e a misericórdia de Deus. Afirma que o Espírito Santo - dom de Deus - vem em auxílio da nossa fragilidade, guiando-nos no caminho para a vida plena.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura 
Evangelho

Comentário


Primeira Leitura
Leitura do Livro da Sabedoria (12,13.16-19)


13Não há, além de ti, outro Deus
que cuide de todas as coisas
e a quem devas mostrar
que teu julgamento não foi injusto.
16A tua força é princípio da tua justiça,
e o teu domínio sobre todos
te faz para com todos indulgente.
17Mostras a tua força
a quem não crê na perfeição do teu poder;
e nos que te conhecem, castigas o seu atrevimento.
18No entanto, dominando tua própria força,
julgas com clemência
e nos governas com grande consideração:
pois quando quiseres, está ao teu alcance
fazer uso do teu poder.
19Assim procedendo, ensinaste ao teu povo
que o justo deve ser humano;
e a teus filhos deste a confortadora esperança
de que concedes o perdão aos pecadores.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Primeira Leitura


A Primeira Leitura nos apresenta um Deus tolerante e justo, em quem a bondade e a misericórdia se sobrepõem à vontade de castigar. Ele não quer a destruição do pecador, mas a sua conversão; Ele ama todos os homens que criou, mesmo aqueles que praticam ações erradas. Ora, todos nós conhecemos bem este quadro de Deus, pois ele aparece-nos a par e passo na Palavra revelada… Mas já o interiorizámos suficientemente? Interiorizar significa “nos embeber ” da lógica do amor e da misericórdia e deixar que ela transpareça em gestos para com os nossos irmãos. Isso acontece realmente? Qual a nossa atitude para com aqueles que nos fizeram mal, nos desafiam e incomodam? Faz sentido classificar os homens em bons e maus e defendermos uma justiça implacável para com aqueles que praticam ações erradas?


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Salmo Responsorial
Sl 85,5-6.9-10.15-16a (R. 5a)


Ao Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

5Ao Senhor, vós sois bom e clemente,
sois perdão para quem vos invoca.
6Escutai, ó Senhor, minha prece,
o lamento da minha oração!

Ao Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

9As nações que criastes virão
adorar e louvar vosso nome.
10Sois tão grande e fazeis maravilhas:
vós somente sois Deus e Senhor!

Ao Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

15Vós, porém, sois clemente e fiel,
sois amor, paciência e perdão.
16aTende pena e olhai para mim!
Confirmai com vigor vosso servo.

Ao Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!


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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos (8,26-27)


Irmãos:
26Também, o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza.
Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir;
é o próprio Espírito que intercede em nosso favor,
com gemidos inefáveis.
27E aquele que penetra o íntimo dos corações
sabe qual é a intenção do Espírito.
Pois é sempre segundo Deus
que o Espírito intercede em favor dos santos.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Segunda Leitura


Antes de mais, há neste texto um convite implícito a tomarmos consciência do amor que Deus nos dedica e da sua preocupação com a nossa salvação, com a nossa realização plena. Não somos minúsculos grãos de areia abandonados ao sabor das tempestades cósmicas num universo sem fim; somos filhos amados de Deus, a quem Ele não desiste de indicar, todos os dias, os caminhos da felicidade da vida definitiva. Nos momentos de crise, de derrota, de falência, é preciso conservar os olhos postos nesta certeza: DEUS NOS AMA; por isso, oferece-nos, de forma gratuita e incondicional, a salvação. Não devemos esquecer que encontrar tempo e espaço para refletir, para redefinir o sentido da nossa existência, para perceber se estamos conduzindo a nossa vida “segundo a carne” ou “segundo o Espírito”, enfim se aceitamos o convite que Deus... Estou me esforçando para  encontrar espaço para o diálogo com Deus e para fortalecer a minha intimidade com Ele?


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Proclamação do santo evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (13,24-43)


Naquele tempo:

24Jesus contou outra parábola à multidão:
'O Reino dos Céus é como um homem
que semeou boa semente no seu campo.
25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo,
semeou joio no meio do trigo, e foi embora.
26Quando o trigo cresceu
e as espigas começaram a se formar,
apareceu também o joio.
27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram:
`Senhor, não semeaste boa semente no teu campo?
Donde veio então o joio?'
28O dono respondeu:
`Foi algum inimigo que fez isso'.
Os empregados lhe perguntaram:
`Queres que vamos arrancar o joio?'
29O dono respondeu:
Não! pode acontecer que, arrancando o joio,
arranqueis também o trigo.
30Deixai crescer um e outro até a colheita!
E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo:
arrancai primeiro o joio
e o amarrai em feixes para ser queimado!
Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!''
31Jesus contou-lhes outra parábola:
'O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda
que um homem pega e semeia no seu campo.
32Embora ela seja a menor de todas as sementes,
quando cresce, fica maior do que as outras plantas.
E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm
e fazem ninhos em seus ramos.'
33Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola:
'O Reino dos Céus é como o fermento
que uma mulher pega e mistura com três porções de
farinha, até que tudo fique fermentado.'
34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões.
Nada lhes falava sem usar parábolas,
35para se cumprir o que foi dito pelo profeta:
Abrirei a boca para falar em parábolas;
vou proclamar coisas escondidas desde a criação do
mundo'.
36Então Jesus deixou as multidões e foi para casa.
Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram:
'Explica-nos a parábola do joio!'
37Jesus respondeu:
Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem.
38O campo é o mundo.
A boa semente são os que pertencem ao Reino.
O joio são os que pertencem ao Maligno.
39O inimigo que semeou o joio é o diabo.
A colheita é o fim dos tempos.
Os ceifadores são os anjos.
40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo,
assim também acontecerá no fim dos tempos:
41o Filho do Homem enviará os seus anjos
e eles retirarão do seu Reino
todos os que fazem outros pecar
e os que praticam o mal;
42e depois os lançarão na fornalha de fogo.
Ali haverá choro e ranger de dentes.
43Entóo os justos brilharão como o sol
no Reino de seu Pai.
Quem tem ouvidos, ouça.'
Palavra da Salvação.


Reflitamos o texto do Evangelho


O Evangelho deste domingo garante-nos, antes de mais nada, que o “Reino” é uma realidade irreversível, que está em processo de crescimento no mundo. É verdade que é difícil perceber essa semente crescendo ou esse fermento a levedar a massa, quando vemos multiplicarem-se as violências, as injustiças, as prepotências, as escravidões, quando o materialismo, a futilidade, o comodismo, a procura da facilidade, o efémero sobressaem, de forma tão marcada, na vida de grande parte dos homens e das mulheres do nosso tempo… A Palavra de Deus convida-nos, contudo, a não perder a confiança e a esperança, sermos “pacientes como Deus” com o joio. Deus convida-nos também a rejeitarmos as atitudes de rigidez, de intolerância, de incompreensão, de vingança, nas nossas relações com os nossos irmãos. O “senhor” da parábola não aceita a intolerância, a impaciência, o radicalismo dos “servos” que pretendem “cortar o mal pela raiz” e arrancar o mal. Às vezes, somos demasiados rápidos em julgar e condenar, como se as coisas fossem claras e tudo fosse, sem discussão, claro ou escuro… A Palavra de Deus convida-nos a moderar a nossa dureza, a nossa intolerância, a nossa intransigência e a contemplar os irmãos com os olhos benevolentes, compreensivos e pacientes de Deus.


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Comentário
Em nosso mundo há muito trigo


Somos muito conscientes da existência da discórdia em nosso mundo. Continuamente os meios de comunicação nos oferecem informação sobre violência, mortes, ódios e tantos outros sinais da discórdia que cresce em nossa sociedade. Por isso, quando lemos o evangelho de hoje, em seguida nos ocorre a aplicação em nossa vida concreta, em seguida identificamos a discórdia, em seguida pomos nomes e apelidos. Até em nossa mesma família resulta-nos fácil encontrar o grão de bico negro. Mas esquecemos o lado positivo.

É que a parábola, na contramão dos pessimismos que nos invadem tantas vezes, o primeiro nos afirma que há muito trigo semeado. Tanto que vale a pena aguardar ao momento da colheita para tirar a discórdia. Há muita boa semente semeada pelo Filho do Homem, como se diz na explicação que o mesmo Jesus faz da parábola. Essa boa semente está crescendo em nosso mundo. Estão os que só querem ver a discórdia presente ao campo, mas a realidade é que predomina a boa semente, o trigo. Se só tivesse discórdia, o dono do campo diria que arrancassem tudo. Não teria nenhuma razão para esperar a colheita. Algo parecido nos diz Jesus na parábola do fermento. Apenas um pouco de fermento é capaz de fazer com que fermente toda a massa, por muito que alguns pensem que é impossível. Em frente aos que pensam que a maçã podre estragará ao resto das maçãs, Jesus “sempre revolucionário” afirma, e espera, que a maçã boa seja capaz de transformar o resto.

A primeira leitura confirma-nos no dito. Nosso Deus é todo-poderoso e por isso mesmo nos governa com indulgência. Seu poder manifesta-se em sua capacidade para perdoar e dar a vida. Ou, como diz a segunda leitura, o Espírito vem em ajuda de nossa debilidade e intercede por nós com gemidos inefáveis. O poder de Deus está de nosso lado, está ao lado da vida e do bem e não deixará que a discórdia predomine.   

As leituras deste domingo trazem-nos uma mensagem cheia de vida e esperança. Em nossa sociedade, em nossa família, em cada um de nós, há bem mais de trigo que de discórdia. Há bem mais salvável que condenável. É mais, nenhuma pessoa está definitivamente condenada. Por todos nosso Deus espera até o momento da colheita. Então será o momento da purificação final que salvará todo o que seja trigo em nós e nos libertará definitivamente do peso da discórdia. O Espírito Santo ajuda-nos nesse caminho.

Para reflexão

Você se deixa levar pelo pessimismo ao olhar a realidade de nosso mundo, de nossa sociedade, de tua família ou de ti mesmo?
Segue os conselhos de Jesus, que signos de bem, de esperança, vê em ti mesmo e em tudo o que te rodeia?
Que poderia fazer para que se visse mais a presença do trigo, que de fato é mais abundante, e menos a da discórdia?


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