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Orações para a Terceira Semana do Advento


Domingo - Vem, Senhor de minha vida, diante de mim aplana-me caminho. 


Abre-me todas as portas. Dá-me os tesouros ocultos da vida. Quero conhecer-te, Fazedor da paz. Que se abra ao fim a terra e brote a salvação, e com ela germine a justiça. Com tuas próprias mãos a distribua, e que alcances todos. Conserva-nos no amor vigilante, para que possamos receber a misericórdia, a surpresa... do seu Filho que se aproxima. Oh Pai, faz-me sentir e saborear que dentro de mim és mais real que a vida mesma.

Convence-me, sem violentar-me, que és o único valor pelo qual vale a pena lutar até morrer para possuí-lo. Então te procurarei Senhor, na noite. Vigiarei por ti a cada momento, até que minha espera se converta em esplendida aurora, na qual chegas para nos consolar.

Ouvirá os surdos a Palavra que Tu pronuncias e nos presenteias. Já sem escuridão, os olhos cegos verão o que foi colocado em palhas. Os pobres se alegrarão com esse Deus tão pequenino que veio lhes visitar. Indignidade e opressão serão apagadas da terra. Com tuas próprias mãos arrancarás o inocente do domínio daqueles que com iniqüidade compraram a justiça. Por isso hoje... hoje quisesse não odiar em meu coração aos irmãos.

Quisesse não me vingar nem guardar rancor contra os filhos de meu povo. Quisesse amá-los como a mim mesmo me amo (cf. Lv 19, 18). E fomentar a vida, que será sempre melhor que semear a morte. E mudar a metralhadora de minhas mãos por um frágil pedaço de pão, para compartilhá-lo precisamente com aquele a quem lhe ia disparar e nos converter ambos ao mesmo tempo em seres humanos com um pouco de amor para compartilhar e trocar... Meu querido Deus tão pequenino, colocado em uma manjedoura, quisera hoje e sempre, não odiar em meu coração aos irmãos.


Segunda-feira - Se me engrandece bem mais o desejo de rezar e de adorar, é por que Tu te aproximas. 


Nos carregaste desde o ventre materno; desde as entranhas nos levaste contigo. Até o final, até nossa velhice, Tu seguirás sempre sendo o mesmo: o que nos sustenta, o que nos guia e o que a todos liberta. Deus desta maneira aproximamos-nos de tua vitória; que tua salvação não tarde.

Além de nos amar, que paciente tem sido conosco. Jamais nos esqueceste, te preocupaste por cada um de nós num trabalho que nunca teve trégua, agora..., agora mesmo como um menino indefeso, recostado numa manjedoura onde comem animais, te colocas de novo a nossa disposição. Nossos olhos podem ver-te, Senhor, e nossas mãos acariciar-te, e com nossos lábios podemos confessar-te e pedir-te, a Sabedoria que sai da boca do Pai, que venhas a nos ensinar o caminho da salvação.

Vem cedo, Senhor. Vem, Salvador! Quantas vezes nos deixamos arrastar por desordenados impulsos, Adonai querido, Pastor de nossa casa. E quantas vezes esse proceder errado nos afastou de teu caminho. Por jogar e jogar, fizemos-nos indignos da vida. Por isso, vem já a nos libertar; queima na zarza ardente na qual te manifestaste, queima nela tantos quilômetros de erro acumulados. Que chegue já o momento, Senhor de nossa vida, de que esta desordem de morte acabe, e que comece o tempo de teu Reino. Que chegue para nós - e o vivamos - teu tempo, oh Deus. Carrega-nos de novo com infinita paciência e ternura sobre teus ombros. E a esse Filho teu tão querido, no-lo presenteias de novo e nos diz que o procuremos, desvalido, recostado em palhas de pobreza.


Terça-feira - Quero me abaixar e me sentar na poeira da pobreza


Talvez, Menino meu, encontre assim teu berço. Quero calar. Quero esquecer-me de meus pensamentos, preocupações e trabalhos, e ver se no silêncio escuto a tua voz, teu pranto de recém nascido, e ouço também o canto de anjos e pastores que te dão as boas-vindas e a mim anunciam que já chegaste... Não quero neste dia estar irado com ninguém e nada, e ver a paz que preciso - tua paz, Menino meu - me cubra com tua sombra e cura todas as minhas feridas.

Não sei, Menino meu, não sei o que devo fazer para me encontrar contigo, tenho medo de me perder pelo caminho. Não tardes. Vem cedo, Senhor. Seja minha terra de sossego. Tranqüiliza-me, diga-me que a orfandade nunca mais será possível em nossas vidas. Ah, sem arrogância digo: que vontade tenho de que chegues e nasças em minha casa! Pensei arranjá-la, mas não pude. Não está muito em ordem nem segura, mas arde já um humilde fogo que acendi para te receber.

Quero que habites minha casa e a faças nova, e acendas teu fogo em mim para que possa ver Deus. Sim, virá meu Salvador. Meu Deus débil entra já. Meu coração sente-se livre, minha vida protegida; meus olhos bebem de tua luz; meu sonho reclina em tuas mãos portentosas. Teu canto de amor embala minha fadiga. Noite de verdade para mim de paz e amor, pois Tu assim me cuidas.


Quarta-feira - Brota um Menino como uma pequena semente, e nesse botão aparece o rosto de Deus para os homens e mulheres da terra. 


A Virgem ouviu que conceberia e daria a luz a este filho, não por obra de varão, mais pela do Espírito. O que ela pensaria de todo este mistério que o anjo lhe comunicava? Ah, mas o anjo esperava uma resposta e não se ia. Da responda de Maria dependerá a salvação de quantos que infelizmente estavam condenados a morrer e sem remédio. Em suas mãos põe-se nossa sorte. Se consentir, seremos libertados.

Mas e se dissesse não, se dissesse que não entendia o que Deus lhe anunciava, ou que está feita uma confusão e que, por isso, procure outra mulher? Se tu, Maria, dissesses que não, que nos passaria? Obrigado, Virgem Mãe.

Obrigado, porque que disseste que “sim” ao que Deus te propunha. “Sim”, ainda que nada compreendesse. Serva te fizeste e decidiste obedecer. Confias-te em Deus ainda que nada compreendias. Por teu “sim”, por tua breve e humilde resposta afirmativa, pudemos ser chamados de novo à vida. Obrigado, Virgem Mãe nossa, Maria! Esperávamos com ânsia tua resposta, e não nos defraudaste. Obrigado, Virgem Mãe, Maria, por ter dito com tanta generosidade: “Tens aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo sua palavra”. Que nós, como tu, Senhora, entreguemos nossas vidas ao sopro de Deus que assim nos chama. Que escolhamos a Luz, que escolhamos a Verdade, que escolhamos a Vida, que escolhamos a Alegria. E que com isto damos, como tu, Maria, o grande salto da fé, para amar sem sermos amados, dar sem querer receber, convidar sem ser convidados, abraçar sem pedir que sejamos abraçados... Singelamente como tu, Maria.


Quinta-feira - “Não temais, dentro de cinco dias virá a vocês o Senhor”. 


Se quiserdes, posso contar-vos o que Deus fez comigo. Felizes os que ouvem e crêem, porque todo crente concebe e engendra em si mesmo a Palavra de Deus, e reconhece sua obra.

Oxalá todos nós tenhamos um alma como a de Maria e seu espírito, para que também possamos nos alegrar em Deus e glorifica-lo, como ela o fez.

Porque se corporalmente não há mais que uma mãe de Cristo, em mudança, pela fé, Cristo é o fruto de todos, pois se todos nos recebemos a Palavra de Deus e todos, por isso, proclamamos a grandeza do Senhor e nos alegramos em Deus nosso Salvador.

Se fizermos nossa vida justa e religiosa, Cristo volta a nascer por todos, para o mundo. Converta-te em Emmanuel, isto é: em “Deus conosco”.

Tu és Sol, Luz, Justiça que ilumina, Consolo e Fortaleza, Lenço imenso para enxugar todas as lágrimas. Apressa-te, Senhor Jesus, e não tardes. Vem cedo, Senhor. Que se sente em meu lar quando, interrompendo o jogo, me digas: “a dormir” e imediatamente ponha-me a descansar em teu colo. Ao acordar, encontrarei escrita a palavra amor em todas as partes, porque de verdade o amor terá deixado raízes no coração das pessoas. “Vem, luz verdadeira. Vem, vida eterna. Vem, mistério escondido. Vem, tesouro sem nome. Vem, luz sem declive. Vem despertador dos dormidos...” (São Simão o Novo Teólogo).


Sexta-feira - Não me abandonou nunca o Senhor. Dono meu, nunca te esqueceste de mim


“Pode uma mãe se esquecer de sua criatura, não se comover pelo filho de suas entranhas? Pois, ainda que ela se esqueça, eu não te esquecerei”. E em continuação, me ensinas nas palmas de tuas mãos, e descubro que meu nome nelas está tatuado. Nunca me tens defraudado, Pai meu. Defendes minha causa e me salvas sempre. Em cada instante perdoas minha ingratidão.

Apagas e te esqueces de covardias e indecisões minhas. Acabas com meus medos e culpas... Estou aqui, sem palavra, ante tua bondade. Desejaria entregar-te todo o afeto de meu coração e te dar obrigado sincero com todo meu ser.

Faz-me humilde e obediente. Acolhe-me para salvar-me. Sou teu servo: ama-me. Que seja como um menino, tão pequeno, Pai meu, que tenhas que te inclinar para me recolher; e tão débil que não tenhas outro remédio se não me pôr ao lado da mesma manjedoura de teu Filho.

Oxalá que não só hoje e nesta hora de intimidade, mais a cada dia e em qualquer momento de minha vida, o afeto de meu coração seja sempre para ti. Que este Natal inspire em todos um sentimento de vida irresistível, e seja motivo de encontro com nos mesmos, e nos ensine a querer de verdade aos irmãos e nos empurre para a alegria das maravilhas que nos rodeiam e que Deus nos deu. “Rei das nações e Desejado dos povos, Pedra angular da Igreja, tu que fazes de dois povos um só, vem e salva o homem que formaste do barro da terra”.


Sábado - Precisamente hoje, quando se esfria cada vez mais o coração da humanidade, surge uma voz quase impossível que nos grita a todos: “Venha os corações desgarrados”. 


E que, apesar de tudo o que passa, a Esperança persiste num mundo incoerente como o nosso, por causa da ferocidade que temos colocado à vida e às coisas. Se nos recomendas, no entanto, que a justiça brotará.

“Não apagueis o Espírito”, essa voz repete. Sim, precisamente quando a sociedade perdeu a inocência, quando Deus mesmo - cansado e derrotado - parece se ter retirado a um rincão perdido do planeta, surge, no entanto “um homem enviado por Deus para dar depoimento da LUZ”.

Um raio de esperança, mensageiro da alegria para quantos que sofrem. De novo, então, aflora a inocência. É como se Deus regressasse desde aquele rincão remoto ao qual se tinha retirado, decidido a se encarar com o horror, e o vencer se fazendo débil e pequeno.

Nos, os humanos voltamos a recobrar a certeza da beleza. Dispomos de um “NASCIMENTO” definitivo e permanente, para celebrar a existência do bem. A bondade se reativa e volta a atuar com eficácia. Tentemos nos querer, e não destruir, e sermos melhores.

Volta a bater a presença do amparo em frente ao desamparo, e impõe-se a bondade em frente à maldade. A vida afirma-se, nascida em mil manjedouras ignoradas... Mas..., é ADVENTO ainda, temos bastante que esperar!

Volta Senhor, volta desde onde estejas. Volta para acolher todas nossas esperanças e as fazer realidade. Ajuda-nos a descobrir que somos e para que vivemos.

E nesta véspera, já quase presença, eu não resisto a acrescentar algo a mais do que esta escrito. E pergunto-vos: Vos imaginastes a Virgem durante a gravidez? E, sobretudo, próximo já do parto, como falaria a Virgem com a criatura que levava dentro? Nove meses, que passou janeiros nove meses? Como os viveu? Que longos, mas que curtos ao mesmo tempo!

Todos clamavam pelo Messias e a mim me crescia dentro. Que fácil, Menino meu, como foi bom Gabriel me dizer que eras homem e Deus ao mesmo tempo, que fácil! Mas para mim, mil perguntas se fincaram em minhas entranhas.

A ver se não, quem poderia me responder? E outra vez Gabriel, entre astuto, sério e zombador, disse-me: “Por favor, Senhora, use, pois a fé”. Sim, pedia-me que fosse mãe mais que de carne, da fé.

Não, não! De vez em quando, não; senão sempre que José olhava-me, dizia-me: “Como está, Maria?” E Ele, o menino, como está o menino? E eu lhe respondia: “Eu esperando e o menino ardendo a todo arder, que me queima muito e que já lhe quero ver”.

Filho meu, Jesus, como são as coisas! Enquanto os homens se perguntavam onde está Deus, eu o levava - te levava - em passeio pelos montes, saltando de alegria a caminho da casa de Isabel.

E pergunto-te, vida minha, te pergunto: “Quando eu respiro, respiras tu? Quando bebo, bebes tu também? Que Deus tão singelo és que, dentro de mim pesas menos que um cântaro vazio. E te digo: “Sustento eu teu sangue ou tu a mim quando me alimento?

Ai, Deus de minha vida, que espera! Que intensa e longo espera (não de nove meses, senão de séculos) para poder te ter em nossos braços, acolhido por completo em nossas vidas.

Sou pobre, vida minha, mas Tu o serás bem mais, porque Deus se faz pobre de verdade para poder acariciar, sem os humilhar, a tantos pobres e pedintes que no mundo há.

Quando sinto como saltas de alegria dentro de mim, penso: “Num mundo tão triste deixar-te-ão ser feliz? Pequeno meu, como poderás livrar a tantos escravos, a tantos sem desanimados e desanimadas de ser e viver? Temo que não seja fácil, meu amor, que não te será fácil ser Salvador. Bom, mas para quando chegues, estou amassando o pão tenro que compartilharemos os dois.


 

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