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II Domingo do Tempo Comum
Deus chamou-nos, por meio do Evangelho,
a tomar parte na glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.
17
de janeiro de 2010
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| Introdução |
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A liturgia do II Domingo da Tempo Comum apresenta a imagem do casamento como imagem que exprime de forma privilegiada a relação de amor que Deus (o marido) estabeleceu com o seu Povo (a esposa). A questão fundamental é, portanto, a revelação do amor de Deus.
A primeira leitura define o amor de Deus como um amor inquebrável e eterno, que continuamente renova a relação e transforma a esposa, sejam quais forem as suas falhas passadas. Nesse amor nunca desmentido, reside a alegria de Deus.
O Evangelho apresenta, no contexto de um casamento (cenário da “aliança”), um “sinal” que aponta para o essencial do “programa” de Jesus: apresentar aos homens o Pai que os ama, e que com o seu amor os convoca para a alegria e a felicidade plenas.
A segunda leitura fala dos “carismas” - dons, através dos quais continua a manifestar-se o amor de Deus. Como sinais do amor de Deus, eles destinam-se ao bem de todos; não podem servir para uso exclusivo de alguns, mas têm de ser postos ao serviço de todos com simplicidade. É essencial que na comunidade cristã se manifeste, apesar da diversidade de membros e de carismas, o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo. |
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| Leituras |
| Primeira
Leitura -
Livro do profeta Isaías (Is 62,1-5) |
1Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não descansarei, enquanto não surgir nela, como um luzeiro, a justiça e não se acender nela, como uma tocha, a salvação.
2As nações verão a tua justiça, todos os reis verão a tua glória; serás chamada com um nome novo, que a boca do Senhor há de designar. 3E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real nas mãos de teu Deus.
4Não mais te chamarão Abandonada, e tua terra não mais será chamada Deserta; teu nome será Minha Predileta e tua terra será a Bem-Casada, pois o Senhor agradou-se de ti e tua terra será desposada.
5Assim como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu és a alegria de teu Deus.
Palavra do Senhor. |
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| Salmo Responsorial (95) |
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai os seus prodígios entre os povos! |
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!
Cantai e bendizei seu santo nome!
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai os seus prodígios entre os povos!
Dia após dia anunciai sua salvação,
manifestai a sua glória entre as nações,
e entre os povos do universo seus prodígios!
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai os seus prodígios entre os povos!
Ó família das nações, dai ao Senhor,
ó nações, dai ao Senhor poder e glória,
dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!
Oferecei um sacrifício nos seus átrios.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai os seus prodígios entre os povos!
Adorai-o no esplendor da santidade,
terra inteira, estremecei diante dele!
Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!”
pois os povos ele julga com justiça.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai os seus prodígios entre os povos! |
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| Segunda
Leitura -
Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 12,4-11) |
Irmãos: 4Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito.
5Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor.
6Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos.
7A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum.
8A um é dada pelo Espírito a palavra da sabedoria. A outro, a palavra da ciência segundo o mesmo Espírito. 9A outro, a fé no mesmo Espírito. A outro, o dom de curas no mesmo Espírito. 10A outro, o poder de fazer milagres. A outro, profecia. A outro, discernimento de espíritos. A outro, falar línguas estranhas. A outro, interpretação de línguas.
11Todas estas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer.
Palavra do Senhor.
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| Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João (Jo 2,1-11) |
Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente.
2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.
3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.
6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram.
9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!”
11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.
Palavra da Salvação.
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| Comentário |
O melhor casamento da história |
Quem não foi alguma vez a um casamento? Não tem nada que ver com nenhuma outra festa. Ir a um casamento não é o mesmo que ir passar alguns momentos com os amigos ou a jantar juntos ou coisas parecidas. O casamento tem algo especial.
O casamento é a celebração da vida. Em todos os povos e culturas, o casamento se celebra de uma maneira especial. Em todos se esbanja alegria. Os convidados compartilham a alegria dos esposos. Estes começam uma nova vida. Mesmo que antes do casamento os noivos tenham vivido juntos, o casamento tem um profundo significado. Marca um antes e um depois. O casamento é um compromisso público de amor. O casamento diz a todos que o amor segue sendo o melhor motor da história, que o melhor da vida é o amor. E que esse amor é, por si mesmo, criador de vida. E, portanto, de esperança.
Proclamação de esperança
Os que participam da festa do casamento vêem nos noivos suas próprias esperanças. Também, talvez, suas próprias frustrações. Mas, sobretudo a capacidade da pessoa humana de superar a solidão e relacionar-se intimamente com outra pessoa. O casamento cria a comunidade do amor e é um amor criador de vida. Ainda que saibamos do fracasso de muitos casais, seguimos vendo o casamento e pensando e desejando e esperando que esses que dizem que se amam se amem para sempre e para tudo.
O Evangelho de hoje nos conta a história de um casamento. São convidados para a festa do casamento Jesus e seus discípulos e também sua mãe, Maria. Há um problema nesse casamento: falta o vinho. Em algumas culturas é possível que não se entenda o que isso pode significar mais na cultura mediterrânea o vinho é um elemento fundamental da alimentação e também da festa. O vinho bom marca o nível da festa. O vinho é sabor, paladar. O vinho bom não é para se embriagar senão para se deleitar com ele. No caso do casamento do Evangelho não é que o vinho seja mau. Simplesmente o vinho terminou. Não há vinho. Por tanto, não há festa.
A intervenção de Jesus, a pedido de sua mãe, devolve a festa. Volta a ter vinho e vinho em abundância, em muitíssima abundância – muitos convidados deveria ter e muito tinham que beber para acabar com aqueles 600 litros de vinho –. Porém é, ademais, vinho bom, vinho do melhor.
Jesus, fonte de alegria e esperança
O significado é simples: a festa dos homens tinha-se acabado. Já não tinha mais vinho na história. O casamento já não era expressão de vida. A alegria estava a ponto de converter-se em tristeza. Mas a presença de Jesus devolve a festa. Jesus é o vinho que nos traz a alegria. Não é um vinho normal. É o vinho bom, o que eleva a qualidade da festa, o que dá à vida sentido e esperança aos que participam nela. Tem vindo Jesus e sua presença é fonte de vida e esperança, de alegria e gozo.
É a presença de Deus mesmo que se esposa com seu povo, como nos recorda a primeira leitura do profeta Isaías. Com Jesus o povo “devastado” e “abandonado” recobra a alegria.
Nós somos os mordomos e criados desse casamento. Como discípulos de Jesus, somos encarregados de reunir os convidados e de servir-lhes o vinho da vida, a alegria e a esperança. Como diz Paulo na segunda leitura, cada um com sua função, com seus dons do Espírito, mas todos com uma mesma missão: anunciar o reino, reunir ao povo de Deus, fazer com que recobrem a alegria e que não voltem a se sentirem abandonados. Porque seu Deus está com eles. Devemos preparar a festa dos casamentos de Deus com seu povo, fazer com que o convite chegue a todos, sem excluir ninguém, sem condenar ninguém. Porque todos são amados por Deus.
(em espanhol)
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